terça-feira, 28 de setembro de 2010

ESTRADA

Triste daqueles que têm a ESTRADA e a temem,
se escondem e fogem e fecham os olhos,
pensam nela e tremem,
mas ela está ali, oferecendo-se,
misteriosa e cheia de obstáculos,

devemos (we must) percorrê-la,
curva após curva,
sombra e acostamento,
senão,
que razão há em viver?

Nenhum deslumbramento nos espera, num quarto fechado, em que o sol, tímido, nos espeta lanças de luz e poeira, pelas frestas da veneziana.

A verdade está lá fora.

BRASIL HOLANDÊS




As Invasões Holandesas

Invasões holandesas é o nome normalmente dado, na historiografia brasileira, ao projeto de ocupação da Região Nordeste do Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais durante o século XVII.

O Brasil foi invadido pelos holandeses por duas vezes:

- Em 1624, quando ocorreu a posse de Salvador
- Em 1630, quando eles tomaram Pernambuco


Principais características:

- Pernambuco como principal alvo, pois tinha grande produção de açúcar;
- foram “barrados” pelas Milícias dos Descalços, ao pretenderem invadir a região dos engenhos
- chegada do conde Maurício de Nassau (1637) em Pernambuco, com o objetivo de consolidar o domínio holandês
- alargamento do limite sul da Nova Holanda – nome que recebeu a região conquistada pelos holandeses – até as margens do Rio São Francisco
- criação do forte Maurício
- fim das tentativas de se tomar outras terras
- Maurício de Nassau buscou a aceitação dos senhores de engenho e da população à ocupação holandesa
- estimulo as artes e as ciências
- 1640: Parlamento da América do Sul para a instituição de uma legislação para o Brasil holandês
- 1644: fim do governo de Maurício de Nassau

- intensificação dos conflitos entre os senhores de engenho e os comerciantes holandeses

- a Companhia das Índias resolveu assumir as dívidas dos plantadores com os comerciantes, mas confiscando a produção;

-1645: expulsão dos holandeses do território brasileiro.


Fonte: http://www.fontedosaber.com/historia/as-invasoes-holandesas.html

A Colonização do Brasil : Origens





1. O TERMO ÍNDIO:

- o termo índio nasceu de um engano histórico: ao desembarcar na América, o navegador Cristóvão Colombo chamou seus habitante de índios, pois pensava ter chegado nas Índias.

- outras designações para o habitante da América pré-colombiana: aborígene, ameríndio, autóctone, brasilíndio, gentio, íncola, "negro da terra", nativo, bugre, silvícola, etc.

- o termo índio designa quem habitava e ainda habita as terras que receberiam o nome de América.


2. DIVERSIDADE CULTURAL:

- os diferentes povos indígenas do Brasil (Pindorama ou Piratininga), a exemplo dos demais índios da América, tinham maneiras próprias de organizar-se: diferentes modos de vida, línguas e culturas.


3. NAÇÕES INDÍGENAS:

Classificação: baseada em critérios lingüísticos.

Tupi: litoral.
Jê ou Tapuia (Macro-Jê): Planalto Central.
Nuaruaque: bacia Amazônica.
Caraíba: norte da bacia Amazônica.

4. ORGANIZAÇÃO SOCIAL:

Regime de Comunidade Primitiva
- igualdade social.
- relação coletiva com a terra.
- divisão do trabalho por sexo e idade.
- socialização das técnicas de produção.
- distribuição igualitária.
- pequeno desenvolvimento tecnológico.
- produção voltada para o autoconsumo.
- era muito pequena a produção de excedente.
- habitação: malocas (ocas) - aldeia (taba) - tribo - nação.
- casa comunal
- nomandismo e semi-nomandismo.
- atividades econômicas: caça, pesca, coleta e agricultura.
- instrumentos rudimentares.
- religião: politeísta Ò Pajé.
- política: chefe de maloca - Conselho - chefe da aldeia (principal, cacique ou morubixaba).
- a guerra tinha muita importância e era fonte de prestigio e elevação de status.

Costumes:
• coivara: queimada.
• couvade: resguardo do pai da criança.
• antropofagia: ritual.
• dar presentes: generosidade na distribuição de bens.
• casamento: poligênico (o homem ter mais de uma mulher) e poliândrico (mulher casada com vários homens) .



5. O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

• PEDRO ALVARES CABRAL:

- navegador português.
- a esquadra enviada por D. Manuel, rei de Portugal, às Índias, tinha como objetivo estabelecer uma sólida relação comercial e política com os povos do Oriente.
- 22 de abril de 1500: Cabral oficializa a posse de Portugal sobre o Brasil.
- o Descobrimento do Brasil fez parte de um processo mais amplo de Expansão marítima, comercial e territorial realizada pelos europeus no início da Idade Moderna, ou seja, o descobrimento do Brasil e sua colonização devem ser analisados como uma etapa do desenvolvimento comercial europeu.
- o Descobrimento foi fruto da expansão ultramarina realizada pela burguesia européia, marcando uma etapa do desenvolvimento comercial europeu.
- Nomes: Monte Pascoal ¾ Ilha de Vera Cruz ¾ Terra de Santa Cruz ¾ Brasil.
Controvérsias sobre o descobrimento:
- casualidade ou intencionalidade ?
- descobrimento ou conquista ou encontro de culturas ou achamento ?



PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530)

1. CONCEITO:

- período (1500-30) em que Portugal não se interessa pela efetiva colonização do Brasil em função deste não preencher os seus interesses mercantilistas (metais e comércio).





2. MOTIVOS DO DESINTERESSE DE PORTUGAL PELA COLONIZAÇÃO:

- os portugueses não encontraram, no Brasil, sociedades organizadas com base na produção para mercados.
- o Brasil não oferecia metais preciosos nem produtos para o comércio.
- a crise demográfica portuguesa.
- Portugal estava concentrado em torno do comércio Oriental.

3. CARACTERISTICAS:

- durante esse período Portugal limitou-se a enviar para o Brasil expedições de reconhecimento e de defesa e iniciou a extração do pau-brasil (escambo).



4. EXPEDIÇÕES EXPLORADORAS:

Gaspar de Lemos (1501).
Gonçalo Coelho (1503).
• objetivos: fazer o reconhecimento geográfico e verificar as possibilidades de exploração econômica da nova terra descoberta.

• resultados: denominação dos acidentes geográficos e constatação da existência de pau-brasil.


5. EXPEDIÇÕES GUARDA-COSTEIRAS:

Cristóvão Jacques (1516-1526).
• objetivos: policiar o litoral e expulsar os contrabandistas.


6. EXPLORAÇÃO DO PAU-BRASIL:

- primeira atividade econômica portuguesa no Brasil: exploração e comércio da madeira de tinturaria.
- atividade extrativa, assistemática e predatória.
- estanco: monopólio régio - uma limitação ao exercício de uma atividade econômica, salvo o seu desempenho pela Coroa ou a quem esta delegasse.

- escambo: tipo de relação de trabalho onde há troca de serviço/mercadoria por outra mercadoria . O corte e o transporte da madeira eram feitos pelos indígenas, que, em troca, recebiam bugigangas.
- feitorias: eram os depósitos que armazenavam as toras de pau-brasil.

↳ não geraram povoamento.
O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO (1530)

1. MOTIVOS:

- a constante e crescente presença francesa no litoral do Brasil: ameaça a posse portuguesa.
- a decadência do comércio das Índias: problemas financeiros.
- a descoberta de metais preciosos na América Espanhola (Peru): ?!


2. A EXPEDICÃO COLONIZADORA DE MARTIM AFONSO DE SOUSA (1530):

Objetivo: lançar os fundamentos da ocupação efetiva da terra, estabelecendo núcleos de povoamento (povoar a terra, defendê-la, organizar sua administração e sistematizara a exploração econômica: colonizar).

- colonizar: ocupar um região para explorá-la economicamente.

Ação colonizadora :

- instalação do primeiro núcleo de povoamento português no Brasil: a vila de São Vicente (1532).
- implantação da primeira unidade produtora de açúcar no Brasil: O Engenho do Senhor Governador ou São Jorge dos Erasmos. (1533).
- introdução das primeiras cabeças de gado.
- João Ramalho fundou Santo André da Borda do Campo.
- Brás Cubas fundou Santos.



ADMINISTRAÇÃO COLONIAL


A organização político-administrativa do Brasil-Colônia estava calcada na divisão territorial em Capitanias, no estabelecimento dos Governos Gerais e na criação das Câmaras Municipais e atendia as necessidades inerentes à relação Metrópole-Colônia:

- promover a ocupação territorial do Brasil através do povoamento.

- evitar gastos supérfluos com o envio de funcionários da Metrópole para a Colônia.

- possibilitar a efetivação do interesses mercantilistas metropolitanos.

-defender a colônia dos ataques e invasões das potências rivais.



1. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (1534):

Objetivo: acelerar a efetiva colonização do Brasil transferindo para particulares os encargos da colonização.
Funcionamento: Portugal buscava atrair os interesses de alguns nobre portugueses pelo Brasil, dando a eles direitos e poderes sobre a terra e transformando-os em donatários das capitanias.

Documentos:
• Carta de Doação: estipulava a concessão da capitania ao donatário.

• Foral: determinava os direitos e deveres dos donatários e funcionava como um código tributário.


- os donatários recebiam poderes políticos, judiciários e administrativos de que lhes advinham vantagens econômicas.

- fundação de vilas, concessão de sesmarias, redízima (1/10) das rendas da Coroa, vintena (5%) sobre o valor do pau-brasil e da pesca, cobrança de tributos sobre todas as salinas, moendas de água e engenhos (só podiam ser construídos com a sua licença).

Características:
- processo de colonização descentralizado: sistema político-administrativo descentralizado.

- os donatários recebiam as capitanias não como proprietários, mas como administradores (posse).

- as capitanias eram hereditárias, indivisíveis, intransferíveis e inalienáveis.

- os donatários deveriam arcar com as despesas da colonização.

- o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias (grandes lotes de terras) entre a donatários.

- para fins administrativos, a capitania no Brasil se dividia em comarcas, as comarcas em termos, e os termos em freguesias.

- sistema já utilizado por Portugal nas suas ilhas atlânticas: Açores, Madeira e Cabo Verde.

Capitanias que prosperaram:
- São Vicente (Martim Afonso de Sousa): auxílio da Coroa Portuguesa Ò devido ao fracasso da lavoura de exportação (distância da metrópole e concorrência nordestina) foi lentamente regredindo para uma lavoura de subsistência.

- Pernambuco (Duarte Coelho): excelente administração, aliança com os índios, financiamento do capital flamengo (holandês) e desenvolvimento do agromanufatura açucareira.

Fatores do fracasso do Sistema:

- as dificuldades encontradas na empresa de colonização.
- a falta de recursos dos donatários (inviabilidade da colonização baseada exclusivamente no capital particular).
- a descentralização (se chocava com os interesses do Estado absolutista português).
- os ataques dos índios.
- a distância da metrópole.
- a falta de comunicação entre as capitanias.
- a má administração e a falta de interesse dos donatários.



2. GOVERNO GERAL (1548):

Motivo: o fracasso do sistema de Capitanias ,falta de recursos e descentralização.

Objetivos: centralizar a administração e dar apoio e ajudas as capitanias.
Características:
- as capitanias não foram extintas: com o tempo as capitanias foram passando para o domínio real, porque Portugal ou as confiscava por abandono, ou as comprava dos herdeiros.
Contudo, a última capitania só desapareceu em 1759, por determinação do Marquês de Pombal.
- os donatários passaram a prestar obediência ao governador-geral.
- o governador era o representante do rei na colônia.

Documento:
• Regimento de 1548: conjunto de leis que determinava as funções administrativa, judicial, militar e tributária do governador-geral.

Assessores:
- Ouvidor-mor: Justiça.
- Provedor-mor: Finanças (negócios da Fazenda).
- Capitão-mor: defesa da costa.
- Alcaide-mor: chefe da milícia.

Governadores-gerais:

• Tomé de Sousa (1549-53):
- a Bahia foi transformada em Capitania Real do Brasil e passou a ser sede do Governo Geral.
- fundação da primeira cidade (Salvador).
- fundação do primeiro bispado do Brasil.
- fundação do primeiro colégio.
- incentivo à agricultura e à pecuária.

- alguns jesuítas vieram chefiados por Manuel da Nóbrega.

• Duarte da Costa (1553-58):

- conflito com o bispo Pero Fernandes Sardinha.
- invasão francesa no Rio de Janeiro: fundaram a França Antártica (1555).
- fundação do Colégio de São Paulo (25.01.1554): José de Anchieta e Manuel da Nóbrega.

• Mem de Sá (1558-72):

- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá.
- expulsão do franceses em 1567.
- reunião dos índios em missões (reduções).



3. CÂMARAS MUNICIPAIS:

Responsáveis pela administração dos municípios (cidades e vilas): pelourinho.

- conservação das ruas, limpezas da cidade e arborização.
- construção de obras públicas: estradas, pontes, calçadas e edifícios.
- regulamentação dos ofícios, do comércio, das feiras e mercados.
- abastecimento de gêneros e cultura da terra.

Representavam o poder local (o verdadeiro poder político colonial): o poder dos proprietários de terras, de engenhos e de escravos Ò os "homens bons".

Composição:
• almocatéis (fiscalizavam o cumprimento da lei),
• procurador (representante judicial),
• vereadores ("homens bons") ,
• juiz (ordinário ou de fora).

- atuaram principalmente no Nordeste açucareiro.
- tiveram seus poderes reduzidos a partir de 1642 com a criação do Conselho Ultramarino: centralização administrativa.








4. ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA:

A administração eclesiástica acompanhou no Brasil Colonial a própria evolução administrativa da Colônia:

- a criação de capitanias, comarcas e freguesias eram acompanhadas pela criação de prelazias, dioceses e paróquias.

- a Igreja Católica teve papel relevante no processo de colonização.

- a catequização do índio pelos jesuítas e a utilização dos silvícolas como mão-de-obra nas propriedades da Companhia de Jesus.

- o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes, e, no norte da Colônia, também devido a exploração das "drogas do sertão".

- Os jesuítas pretendiam criar uma teocracia na América Latina e monopolizar o controle dos indígenas.

- os jesuítas, intimamente relacionados com a expansão européia e a realidade colonial, foram expulsos de Portugal e do Brasil no reinado de D. José I (na época do ministro Marquês de Pombal).

O projeto missionário e catequizador dos jesuítas:

- Os jesuítas atuaram em duas frentes: o trabalho missionário com os índios e a educação com a fundação dos colégios.

- A legitimação da espoliação e da fraternidade cristã.

- A simbiose da alegoria cristã e do pensamento mercantil.

- O ardor da diplomacia cristã, mistura de veemência e ambigüidade.

- Os caminhos violentos e sedutores da pedagogia missionária.

Educação:

- na Educação, através das Ordens Religiosas, a Igreja monopolizou as instituições de ensino até o século XVIII.
- A Companhia de Jesus foi instrumento fundamental para a evangelização das colônias americanas.
- o ensino desenvolveu-se influenciado pela cultura religiosa do colonizador.

- não conseguiram dissociar a evangelização do processo colonizador luso-brasileiro.

- os jesuítas procuraram aprender as línguas indígenas.
- os jesuítas pretenderam divulgar a fé, formando novos súditos tementes a Deus e bedientes ao rei.
- os jesuítas catequizavam os indígenas e educavam os índios e colonos.
-Os jesuítas exerceram um papel de grande importância em relação à educação dos filhos dos grandes proprietários de escravos e terras até sua expulsão. Sua presença foi tão significativa que seus colégios constituíram-se enquanto marcos da ação colonizadora portuguesa na América.
- os jesuítas fundaram vários colégios.
- Contribuíram para amenizar as tensões entre indígenas e colonos.
- os jesuítas tinham por objetivo promover a Igreja Católica e, para isso, acabaram por alterar a cultura indígena: a aculturação dos indígenas, à medida que a colonização portuguesa se consolidava,.
- quanto à escravidão, tanto os jesuítas quanto a Igreja Católica, no período colonial, se limitavam ao repúdio às torturas e aos maus tratos, não havendo, porém, questionamento da escravidão enquanto instituição: as desigualdades terrenas são reconhecidas pelos jesuítas, que elegem como espaço de julgamento o fórum divino.
- o negro foi excluído da catequese e do processo de educação porque existia a crença de que o negro não tinha alma.


A ECONOMIA AÇUCAREIRA (SÉC. XVI E XVII)


1. O ANTIGO SISTEMA COLONIAL:

- sistema de dominação da metrópole sobre a colônia: conjunto de relações políticas, econômicas, sociais, ideológicas e culturais.

- um conjunto de normas e leis que regulam as relações metrópole-colônia principalmente no campo econômico.

Pacto Colonial:
- relação de domínio exclusivo do comércio colonial pela metrópole: monopólio.

- também chamado "regime do exclusivo colonial", denomina o sistema de monopólio comercial e controle econômico imposto pelas metrópoles suas colônias nos Tempos Modernos (capitalismo comercial/mercantilismo).

+ O Sentido da Colonização:

- o monopólio do comércio das colônias pela metrópole define o sistema colonial, porque é através dele que as colônias preenchem sua função histórica de produzir riquezas para o maior desenvolvimento econômico da metrópole: a colonização toma o aspecto de uma vasta empresa comercial destinada a explorar os recursos das colônias em proveito do comércio europeu.

- monopólio:

- as colônias são áreas complementares da economia metropolitana.

- as colônias só podem comerciar com a metrópole: só podiam vender seus produtos para o grupo mercantil metropolitano.

- as colônias não podem ter fábricas e são obrigadas a consumirem os produtos manufaturados da metrópole.

- as colônias só podem produzir o que a metrópole não tem condições de fazer, nunca concorrer com ela.

- as colônias devem produzir em larga escala, a baixos custos e com o máximo de lucratividade.



2. A COLONIZAÇÃO DE BASE AGRÍCOLA:

- colonização como desdobramento da expansão marítima e comercial européia.

- a agricultura foi o recurso encontrado para a exploração do litoral brasileiro.

- a colonização foi organizada em torno do cultivo da cana-de-açúcar.

- valorização econômica das terras.

- passou-se do âmbito da circulação de mercadorias para o da produção.

- com a empresa açucareira Portugal solucionava o seu problema de utilização econômica das suas terras americanas e o Brasil se integrava, como fonte produtora, aos mercados consumidores europeus.

- a colonização como instrumento de acumulação de capital na Europa.


3. MOTIVOS DA ESCOLHA DO AÇÚCAR:

- existência de mercados consumidores na Europa.
- a participação holandesa no financiamento, refino e distribuição do produto.
- a experiência portuguesa.
- a qualidade do solo (massapê) e as condições climáticas.




4. EMPRESA AÇUCAREIRA:

- estrutura de empresa comercial exportadora.
- empresa de base agrícola destinada a exploração econômica e a colonização do litoral brasileiro, principalmente o nordestino (principal centro produtor).
- o engenho: unidade de produção (moenda, casa-grande, senzala, capela, canaviais) Ò exigia grandes investimentos.
- tipos de engenho: os reais, movidos a água, e os trapiches, que utilizavam tração animal.
- Nordeste: principal centro produtor (PE e BA).
- trabalhadores livres: mestre do açúcar, feitor, lavradores contratados.
- grupo flutuante formado de mestiços, mamelucos, rendeiros e agregados.
- a montagem da empresa açucareira obedeceu ao sistema de plantation.

Plantation:
Sistema de produção:

- monocultura: especialização na produção de um artigo de real interesse no mercado europeu.
- escravismo: utilização de numerosa força de trabalho compulsória (escrava): índia, depois negra.
- latifúndio: grande propriedade de terra.

• Dependência externa: havia uma total ausência de autonomia dos produtores e a economia ficava atrelada ao mercado europeu e inteiramente voltada para o mercado externo.



5. SOCIEDADE COLONIAL AÇUCAREIRA:

- uma sociedade caracterizada pelo caráter predominante do trabalhador escravo, base da economia colonial e do prestígio do grande proprietário.
- uma sociedade conservadora , patriarcal , escravista , rural (agrária).
- o engenho era o centro dinâmico de toda a vida colonial e onde a pouca vida urbana era mero prolongamento da vida rural.
- uma organização social intimamente articulada à propriedade e à riqueza.

• início do processo de miscigenação entre os três grandes grupos étnicos responsáveis pela formação da sociedade colonial brasileira: o índio americano, o branco europeu e o negro africano.

• mulato: mestiço de branco com negro.
• mameluco (caboclo): mestiço de índio com branco.
• cafuzo: mestiço de negro com índio.



6. A ESCRAVIDÃO:

Motivos da utilização da mão-de-obra escrava:

- a plantation exigia uma grande quantidade de trabalhadores.
- crise demográfica portuguesa.
- a inviabilidade da utilização da mão-de-obra branca, devido à sua escassez e ao seu custo.
- os trabalhadores europeus não se sentiam atraídos em trabalhar na colônia: difíceis condições de trabalho.
- os lucros proporcionados pelo tráfico de escravos.

Escravidão Indígena:

- os índios foram utilizados como escravos no início da economia canavieira, contudo, demonstrou-se incompatível com a produção açucareira e foram substituídos pelos negros africanos.

Motivos da substituição do índio pelo negro na grande lavoura açucareira:

- a imposição de um trabalho disciplinado, vigiado, forçado, ordenado, dinâmico, organizado e metódico chocou-se com a cultura indígena.
- a alta lucratividade operada pelo tráfico negreiro, que, para ser mantida, necessitava manter a escravidão negra.

Conseqüências da Escravidão e da Colonização sobre os Índios:

- massacre de milhares de índios.
- ocupação de suas terras.
- o contato do branco europeu com a comunidade indígena destruía a cultura do índio.
- desestruturação do sistema produtivo e das instituições indígenas.
- mortalidade em função de doenças contraídas dos brancos europeus.

Áreas Periféricas:

- o escravismo indígena ocorria principalmente em áreas muito pobres, onde os colonos não tinham recursos para comprar escravos negros: São Vicente e Maranhão.

A ESCRAVIDÃO NEGRA:

- os negros foram introduzidos no Brasil a fim de atender às necessidades do colono branco, dos grupos mercantis e da Coroa Portuguesa.





Formas de Aquisição do Negro na África:

- caça, captura e aprisionamento.
- compra de africanos ao chefes locais (sobas): muitas tribos africanas passaram a escravizar outras para vendê-las aos traficantes em troca de bugigangas (vidro, facões, panos, fumo, rapadura, cachaça).

TRÁFICO NEGREIRO (EMPRESA):

- navios negreiros (tumbeiros).
- banzo.
- marcados com ferro.
- os negros (peças do gentio da Guiné) eram embarcados geralmente em Angola, Moçambique e Guiné e desembarcados em Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

GRUPOS :

- Sudaneses: oriundos da Nigéria, Daomé, Costa do Ouro (Ioruba, Jejes, Fanti-ashantis)
- Bantos: divididos em dois grupos (angola-congoleses e moçambiques).
- Malês: sudaneses islamizados.


Resistência do Negro a Escravidão:

- evitando a reprodução.
- suicidando-se.
- matando feitores e capitães-do-mato.
- fugindo.
- formando quilombos.

Quilombos:

- comunidades negras formadas por escravos que fugiam dos seus senhores e passavam a viver em liberdade.

Quilombo dos Palmares:

- localizava-se no atual estado de Alagoas.
- o número de habitantes do quilombo cresceu durante a invasão holandesa em Pernambuco.
- produziam e faziam um pequeno comércio com as aldeias próximas.
- simbolizava a liberdade e, por isso, era uma atração constante para novas fugas de escravos.
- representava uma ameaça a ordem escravocrata.
- líder: Zumbi.
- em 1694, foi destruído pelo paulista Domingos Jorge Velho, contratado pelos senhores nordestinos.


7. ATIVIDADES ECONÔMICAS COMPLEMENTARES:

- paralelamente ao desenvolvimento da lavoura açucareira, desenvolveu-se na colônia um setor de subsistência responsável pela produção de gêneros que vinham atender às necessidades básicas dos colonos e escravos: pecuária e cultivo do tabaco, algodão, mandioca, milho, feijão.

a mandioca era o principal produto agrícola de subsistência para o consumo interno: elemento básico da alimentação do brasileiro.
o fumo era o produto de exportação que servia para aquisição de escravos no mercado africano: cultivado em zonas restritas da Bahia e Alagoas.
o algodão era usado no fabrico de tecidos de baixa qualidade destinados à confecção de roupas para os mais pobres e escravos: cultivados no Maranhão e Pernambuco.


AS INVASÕES FRANCESAS

Motivos: O Tratado de Tordesilhas que dividia o novo mundo descoberto entre Portugal e Espanha e marginalizava (excluía) as outras nações européias.
Interesses econômicos: o tráfico do pau-brasil, da pimenta nativa, do algodão nativo e produção de gêneros tropicais.


• AS INVASÕES:

Rio de Janeiro (1555-1567): França Antártica.
Maranhão (1612-1615): França Equinocial.


• A FRANÇA ANTÁRTICA:

Objetivos:
- fundar uma colônia de exploração econômica.
- abrigar os protestante (huguenotes) que eram perseguidos pelas guerras de religião.

Comandante:
- Nicolau Durant de Villegaignon.

Ocupação:
- os franceses se instalaram nas ilhas de Serigipe, Paranapuã, Uruçumirim e Laje.
- aliaram-se aos índios tamoios: formação da Confederação dos Tamoios.


Expulsão:

- a Confederação dos Tamoios foi dissolvida (1563) por Nóbrega e Anchieta que fizeram um acordo com os indios através do armistício de Iperoig (Ubatuba).
- na expulsão dos franceses, o governador Mem de Sá, contou com o auxilio de Estácio de Sá, dos índios Temininós (Araribóia) e pelos tamoios do sul.
- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá.
- os franceses são expulsos em 1567.


• A FRANÇA EQUINOCIAL:

Objetivo:
- fundar uma colônia de exploração econômica.

• Comandante:
- Daniel de La Touche.

Ocupação:
- fundação da povoação de São Luis (homenagem ao rei francês Luis XIII).

Expulsão:
- os franceses são expulsos em 1615 pelas tropas portuguesas comandadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre de Moura.


• A OCUPAÇÃO PORTUGUESA DO LITORAL ACIMA DE PERNAMBUCO:

Quando os franceses foram expulsos do Rio de Janeiro, procuraram alojar-se no litoral acima de Pernambuco e foi da luta contra eles que se iniciou o povoamento:

- Paraíba: Filipéia de Nossa Senhora das Neves (1584) : João Pessoa.
- Rio Grande do Norte: Forte dos Reis Magos (1599) : Natal.
- Ceará: Forte de Nossa Senhora do Amparo (1613) : Fortaleza.
- Pará: Forte do Presépio (1616) : Belém.



Fonte:http://www.fontedosaber.com/historia/a-comunidade-indigena-do-brasil-pre-cabralino.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Clube do Filme







Achei na prateleira do Carrefour. Meio esquecido, a capa dobrada na ponta, com um valor atraente 19,90. Chama-se CLUBE DO FILME e é um excelente livro. Daqueles que a gente pega e não larga.
Narra a relação de um pai com seu filho, este com dificuldades na escola e nos relacionamentos pessoais, aquele sem emprego, com dívidas, vivendo de bicos, e a maneira como este pai e este filho encontraram de resolver os seus problemas.

No recheio ainda há uma lista fantástica de filmes (não precisa nem dizer que assisti a quase todos) e a relação dos dois personagens, que vai crescendo e amadurecendo. É uma história muito bonita, sincera e verídica.

O Pai permite que o filho deixe a escola, que o incomoda mais do que agrada, com a condição de passarem mais tempo juntos, e ele, filho, terá que assistir a pelo menos 3 filmes, inidicados pelo pai, por semana.

O que começa como uma obrigação vai se transformando e transformando aos dois. Acima de tudo mostra que não devemos fazer uma tempestade num copo dagua. Que com esforço e cabeça no lugar, todos os problemas se resolvem.

Não é auto-ajuda.

É literatura de boa qualidade.

ELEIÇÕES

As eleições estão chegando com jeito de comida requentada. Nem haverá segundo turno; pelo menos é o que parece. 16 anos de pt na presidência... hmmm, seinão! E ainda por cima, teremos o rei do marketing pessoal no governo do Estado por mais um mandato. A se crer nas propagandas do Cabral, estamos no melhor dos mundos.
Sim as UPPs talvez sejam uma saída, mas a pergunta que não quer calar: PARA ONDE VÃO OS BANDIDOS DAS COMUNIDADES "PACIFICADAS" ?!
Houve aumento de delitos no subúrbio do Rio. As ruas dos bairros distantes ficaram mais inseguras. Escolas estão sendo roubadas.
As escolas continuam mal. Não houve grande investimento, como quer Cabral. Os professores continuam ganhando uma miséria e enfrentando problemas diversos. Cabral precisava ter feito mais para reverter o esquecimento em que se encontrava/encontra a educação no rio de janeiro.
Queremos gerar empregos e renda - mas , se não temos mão-de-obra qualificada, pra quê? ou, COMO?!
Daquei a cinco anos, se continuar o desprezo pela educação (formal e tecnica), o Brasil irá se transformar no maior importador de trabalhadores qualificados do mundo!

Precisamos rever nossos conceitos. O voto seria uma boa maneira de fazê-lo.
Mas parece que preferimos chover no molhado, como dizia minha avó.

É mais cômodo.