quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Diversão com os filhos

 

Levei minha doce Isabella para ver Harry Potter e as relíquias da morte;esta é uma boa desculpa para ir assistir aos estertores finais do bruxinho, de quem me tornei fã ao longo dos anos. Pena que o harry literário esteja em franca decadência. Os livros foram lançados, muito se falou sobre eles, mas agora andam relegados às prateleiras de fundo, solapados por toneladas de baixa literaura vampiresca ou sobrenatural, que, parece, é a moda do momento.

Se compararmos os livros de harry com a moda dos vampiros, aquele vence com folga. Harry é um personagem completo, que evoluiu em cada um dos seus livros: de um jovem esquisito e deslocado, para um adolescente cheio de dúvidas e expectativas, para um quase adulto determinado a recuperar seu espaço no mundo.

Já os vampirinhos de plantão (inclusive sookie) servem apenas para ferver os hormônios saltitantes dos adolescentes mundo afora!

Harry, o filme, é bom, muito bom mesmo. Um fecho excitante para uma saga que apresentou altos e baixos. O harry da pedra filosofal (acho que pelas mãos de chris columbus) era apenas uma diversão hollywoodiana, sem muito conteúdo. Deveu-se seu sucesso aos bons atores e à fama , merecida, dos livros. Até nisto harry foi diferente, ele amadureceu nos filmes e livros tanto na forma, quanto no conteúdo.

\tanto que este filme que ora ocupa os cinemas, não tem nada de infanto-juvenil, trata-se de um raro exemplar de filme de aventuras para adultos. Sério, bonito de ver, bem interpretado e com efeitos fantásticos.

Pena que está chegando ao fim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uma lição de capitalismo

 

Sou do tempo do cassete. Todo mundo tinha umas fitinhas com suas músicas prediletas. A gente comprava compactos – um pequeno vinil com no máximo quatro músicas, duas de cada lado – que eram os chamados singles , ou músicas de trabalho, das nossas bandas favoritas. Como a gente não nadava na grana, os compactos eram passados de mão em mão e a gente ia formando as nossas fitas cassetes das músicas preferidas. Em seguida eram as fitas que passavam de mão em mão. Mas como o mundo eram muito menos globalizado do que hoje em dia e a tecnologia , principalmente, era menos desenvolvida – toda esta onda não representou uma perda significativa para a indústria fonográfica, ainda que tenha passado pela cabeça dos chefões dos estúdios inibir esse movimento. Mesmo assim, nunca se ganhou tanto dinheiro com a venda de discos, de fitas cassete, de gravadores e pickups. Ou seja, independente dos interesses da indústria fonográfica, se dava dinheiro, o capitalismo se punha em marcha e colocava no mercado o que o mercado queria. Ainda que, de uma certa maneira, estivesse estimulando uma onda que, na origem, era contra o mainstream, ou melhor, o sistema.

Sou portanto um dinossauro. Professor de história por formação. Corpo velho, mas mente ativa. Antenado, como se diz hoje em dia. Ainda assim, fica dificil compreender o avanço tecnológico. Fico na ponta de consumo: usufruo sem procurar me especalizar nos meandros midiáticos. Deixo para os nerds e geeks o desenvolvimento de novas e cobiçadas tecnologias.

Me espanto em ver filmes inteiros em memória flash e com qualidade superior às fitas magnéticas de um passado nem tão remoto. Discografias em mp3 sendo carregadas de um lado para o outro em aparelhos celulares. Zilhões de fotos acumuladas em câmeras digitais que custam cerca de 150,00 reais e podem ser reproduzidas e distribuidas entre todos pelas redes sociais ou mesmo diretamente por mercanismos como o bluetooth, que já vêm nas câmeras, nos celulares, mp4, etc etc. Aumentando exponencialmente a capacidade de reprodução de conteúdo e facilitando sobremaneira nossa vida cotidiana.

Ah , o que não faríamos com esses gadgets nos anos 60 70 80 90?!

Que inveja dessa juventude que pode carregar consigo uma biblioteca inteira em poucos centímetros de pura arquitetura tecnológica. Quanto menor, melhor.

É o que eu chamo de capitalismo hipócrita. Capaz de se alimentar de mecanismos que, em teoria, representam os limites para sua criação de lucros e dividendos, recriando-se na destruição provocada por sua própria incapacidade de impor limites aos seus interesses corporativos e al avanço científico e tecnológico, cujas amarras foram desatadas a partir da revolução industrial.

Por isso, enquanto no judiciário os defensores do copyright lutam para coibir as práticas de distribuição de conteúdos, ramos diferentes dos mesmos conglomerados inundam o mercado de gadgets capazes de alavancar justamente a compressão e distribuição de produtos culturais, ou seja, livros revistas músicas e filmes, colocando o mercado no que. no meu tempo se chamava, uma sinuca de bico.

Mas, demonstrando uma saúde fantástica, e uma capacidade única de se reinventar, o capitalismo vai sobreviver à mais esta provação; como sobreviveu ao socialismo, ao comunismo, ao muro de berlim, à guerra, às crises sazonais, etc.

Não entendam este último parágrafo como um elogio, mas como uma constatação.

Mais uma voz contra o uso desenfreado da internet

 

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/12/mario-vargas-llosa-lamenta-os-efeitos-da-internet-na-cultura.html

 

Vargas Llosa prêmio nobel de literatura de 2010 também lamenta o uso sem medidas da internet – limitando, com isto, a profundidade de pensamento.

“Banalização, frivolização e superficialidade” são os frutos do uso constante dessa tecnologia, em substituição às outras formas de transmissão de saber, segundo o autor.

Emburrecendo

 

As atividades cerebrais precisam ser exercitadas constantemente, como a maioria dos jovens fazem com relação a seus corpos, esquecendo-se do mens sana corpore sano (ou algo assim, estou citando de cabeça, por isso perdoem meu latim), ou seja, devemos work out corpo e mente de maneira a criarmos seres humanos mais completos.

Temos (alguns, não eu) corpos dionisíacos e cérebros de sapos (que me perdoem os admiradores destes)!

Trabalho com jovens e adultos. Embora as metas sejam semelhantes, os resultados diferem sobremaneira. Mesmo aqueles que tiveram pouca educação no passado, a tiveram em melhor qualidade do que os que ingressaram nos assentos escolares em época mais recente.

Estes, os mais jovens, fazem parte de uma geração acostumada a ter tudo à mão (no celular, por exemplo) e cuja ferramenta mais completa de pesquisa e informação chama-se Google. Não pensam não escrevem (muito) não lêem (muito) : apenas inserem informações e clicam search. Pronto! Voilá!

Copy and cut. Uma repetição infindável do mesmo trabalho, das mesmas informações, um gasto exorbitante de tinta e papel (prejudicando ainda mais o meio-ambiente).

Às vezes, recebo um trabalho mais elaborado, ou mesmo um trabalho ruim, porem que demonstra o esforço do seu autor para criar alguma coisa nova, de próprio punho. Sofrível, mas merece pelo menos o respeito de uma leitura.

Precisamos recriar a educação em modelos mais atuais, porem não devemos crer na falácia tecnológica. Ter acesso à internet e um computador não resolve o problema. Creio que cria mais um. Novo, inédito: o emburrecimento coletivo e generalizado. Muita informação, feérica, pseudo inovadora, em ritmo acelerado… e tão pouco conteúdo.

Uma espiadela nos itens mais pesquisados já nos informa do que estamos falando: lady gaga my life keith richards skyline crepúsculo harry potter sexo sexo sexo mais crepúsculo vila cruzeiro sexo sexo sexo facebook orkut twitter…

Basta!

Vou ler um bom livro.

Estamos fadados ao alzheimer coletivo se não nos ocuparmos de nossos cérebros.

Talvez o melhor seja curtir uma boa estória , enquanto o aquecimento global cuida de nos exterminar a todos.

Por favor, leiam o artigo http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/12/06/escritor-americano-critica-superficialidade-da-internet-alerta-para-perda-de-foco-923196705.asp .

Espalhar idéias discutí-las e rir de tudo no final. Tem gente se levando a sério demais.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sobre cães, homens e o que vem junto.

jon katz a dog year

A dog year. Com jeff bridges.

Quando vi o anúncio, pensei: outro marley e eu? Resolvi dar uma espiada e não é que eu gostei!

Eu sempre gosto de filmes sobre anmais e, bem, os americanos sabem fazer filmes do tipo como ninguém.

Tenho aki em casa um gato chamado frederico e uma cadela, poodle toy, chamada ully. Eles ocupam nosso tempo… o tempo todo. Precisamos alimentá-los, dar carinho, brincar… e é só isso que eles nos pedem. Depois, muito antes do que esperamos, precisamos deixá-los. Vamos nos lembrar deles para sempre. Eu tive um cão setter chamado lucky. Tive que dá-lo pois minha casa não comportava mais um cão daquele tamanho.. e ele era grande , bem grande! Ele e meu filho eram dois companheiros inseparáveis. Carrego até hoje o remorso por não ter me esforçado mais, por não ter permitido que ele ficasse conosco, independente do espaço, das dificuldades… Deixei meu lado humano falar mais alto e , por issso, perdi um grande amigo.

Antes, procurei me certificar de que a pessoa que cuidaria do lucky era uma “boa pessoa”. E era. Era um cara que amava os animais como eu. Minha mulher também estava certa disso.

Ele veio buscá-lo e eu não puder vê-lo ir. Não pude.

Me tranquei no quarto e chorei como um bebê. Fiz isso, escondido, durante muito tempo. Me trancava em algum lugar e chorava a saudade do meu amigo.

A coisa podia ter ficado pior, e ficou. Uma tia só me contou meses depois: lucky durou pouco, depois da partida. Ele ficou doente, triste. Eu havia combinado com o novo dono que, caso houvesse algum problema, ele deveria me procurar. Só que a minha tia achava que a volta do cachorro seria um problema: para mim, para minha família, para a minha casa pequena, para o meu casamento… Por isso ela convenceu o homem a não me ligar. Ela visitava lucky vez ou outra. Ficava com ele um pouco, como costumava fazer, cantava para ele, dava-lhe um picolé… Até que um dia, ela  foi lá e ele não estava mais esperando.

Ele tinha partido. O meu amigo.

Eu ainda acho que ele se foi por saudade. Uma palavra que ele nem sabia o que siginificava.

Mas, eu , sim.

Não posso trazer lucky de volta. Mas posso lembrá-lo;. E,bem, lá vou eu de novo pro banheiro chorar um pouco.

Se vocês se sentem tão proximos de um cão como eu, dêem uma olhada em A DOG YEAR baseado numa estória do jon katz. Não é um grande filme, mas é digno e honesto. Pro cinema que se pratica hoje em dia, já é algo bom o bastante!

sábado, 20 de novembro de 2010

Arnaldo Jabor no Estrelas

 

Hoje o programa Estrelas foi premiado com a presença de Arnaldo Jabor. Com seu humor cáustico e , ao mesmo tempo, terno, Jabor é um crítico à moda antiga – que pontua suas observações com tiradas precisas do mais puro humor carioca.

Pena que em tempos do politicamente correto, ele precise pontuar suas observações ferinas, mas engraçadas, com um “gente, tô brincando!”, escapando assim de algum novo processo por injúria e difamação ou mesmo a pecha de chauvinista.

Este humor praticado por Jabor tem origem na língua ferina de Nelson Rodrigues, nos comentários jocosos de um Barão de Itararé, e outros maledicentes, sem os quais a cultura e a inteligentzia nacionais seriam muito menos interessantes.

Jabor agrada exatamente porque fala o que lhe vem à mente, sem medo de ser feliz, e, como disse à Angélica, não se arrepende de nada que tenha dito, ainda que algumas de suas tiradas lhe tenham garantido uns cinco processos.

Jabor, que sobreviveu aos anos de chumbo, que foi testemunha dos anos dourados cariocas, há de sobreviver ao politicamente correto.

Perto dele, Diogo Mainardi é apenas “ferino” – sem humor. Agressivo, contraditório, sem contudo equilibrar o fel com a ternura de um por-do-sol à beira-mar, ou mesmo um sorrisinho malicioso que provoca e acarinha.

Jabor é um tapa com luva de pelica.

Precisamos de mais cronistas de humor mau humorado e menos pugilistas das palavras escritas e ditas.

Jabor é o nosso filósofo de bolso, erudito e popular.

Salve, Jabor!

domingo, 14 de novembro de 2010

Eat Pray Love

 

Achei que o filme seria uma válvula para canalizar toda a tristeza do mundo… Mas, de novo, fui seduzido por Julia Roberts. E o filme… Bem , o filme não é de todo mal, talvez um pouco longo… além disso, é sempre estranho ver um estrangeiro representar um brasileiro;mas, javier barden dá conta do recado. A trilha apela para a bossa nova (parece que os ianques só conhecem esta versão da música brasileira!) – leia-se: joão gilberto.

As locações são fantásticas e interagem com as personagens. Tudo bem que para um agnóstico com pendor para o ateísmo, o discurso neo-religioso soe forçado demais. Pra mim a tal guru, que não aparece, é picaretagem pura, afinal as personagens encontram o que estavam procurando , sozinhas.

Quanto ao leitor de mãos pitoresco em Bali, tem um sabor naif característico. Ele diz o que sabe (ou não) e você entende como quiser.

Falando desse jeito parece que o filme é uma porcaria; mas não é. Tirando a apelação pseudo religiosa, as atuações são dignas, a comida estupenda (dá vontade de sair do cinema direto para um belo ristorante) e… bem, tem Julia Roberts fotografada como nunca. Linda.

Dessa vez não vou falar do olhar, mas do sorriso. Aquele sorriso!

sábado, 13 de novembro de 2010

A verdade universal

 

“O silêncio é oração.”

 

Está escrito em Aparecida do Norte. Mas, devia ser colocado em outdoors ao redor do país.

Falamos muito, mas dizemos pouco.

Ás vezes é bom ficar em silêncio.

 

Meu silêncio é feito de palavras escritas.

Não é tão mal assim passar a noite de insônia com Juliette Binoche

 

binoche

Esta noite vai ser longa. Steve Carell na tv apaixonado pela namorada do irmão. Nova posição, sentado, pernas cruzadas, laptop no colo (ops). Acabei de comer um sanduíche de ovo. Eu próprio fiz os ovos com becel (dizem que faz bem pro coração , pelo menos é o que diz a Marília Gabriela) e esquentei duas fatias de pão de forma. É quase uma hora da manhã. Comi e empurrei tudo com meio copo de coca-cola. Continuo acompanhando o filme do steve carell e da Juliette Binoche (outra das minhas musas desde o paciente inglês).

Acho que vi tudo que ela fez. Juliette é perfeita. Lembro-me dela em cache, chocolate, damages, etc, etc.

Cada fotograma ou pixel serve para demonstrar a fantástica simetria de suas linhas. Apesar disso ela é uma mulher palpável.

Aquele olhar… Hoje descobri que as musas nos pegam pelo olhar. Pela maneira como nos miram. Como nos estendem feixes de luz através dos olhos.

Pense num filme, naquele filme, no seu filme, cada um tem o seu, um filme que você verá sempre que for possível, que você nunca jamais se cansará de ver, e repare que nele deve haver uma mulher, uma personagem feminina marcante, e que, em algum momento, ela lançará em sua direção, em direção à câmera, “aquele olhar” !

Como Julia Roberts faz inúmeras vezes em Notting Hill , o que torna este pequeno filme tão especial.

E como Juliette também faz na maioria dos seus filmes.

E como Soledad Villamil (minha nova musa) fez em O SEGREDO DOS SEUS OLHOS.

Existe neste quesito uma lista enorme de filmes. Um olhar, apenas um olhar, pode tornar o filme mais obtuso, especial.

O tédio, a noite vazia, a dor nas juntas e os livros

 

Minha mulher foi deitar cedo. Estava de saco cheio, como fez questão de dizer. Nada a fazer: foi pro computador, visitou alguns sites, sem se fixar em nenhum, depois comeu pizza. e um doce crocante qualquer, voltou pro computador, ligou a tv, viu o final da novela, foi ao banheiro, escovou os dentes, disse que estava de saco cheio, passando pela sala e indo para o quarto.

Fiquei sozinho.

Assisti RED, com Bruce Willis – legalzinho; meu filho juntou-se a mim ali pela metade do filme e ficou fazendo perguntas sobre a história, então eu coloquei no começo e voltei a assistir com ele.

Ele gostou mais do que eu. Achei divertido.

O último filme que vi e fiquei tocado foi O SEGREDO DOS SEUS OLHOS. Maravilhoso. Fantástico. Ricardo Darin está cada vez melhor. Soledad Villamil é preciosa e linda. Que rosto!

Eles já haviam trabalhado juntos num outro filme, acho que se chamava “O mesmo amor, a mesma chuva”, e já me programei pra assistí-lo. As críticas falam muito bem dele.

Escrevo deitado no sofá. O laptop sobre uma base com ventoinha. Minhas juntas doem.

Outro dia, no meio da semana, faltei ao trabalho e levei a família ao Barra Shopping. Min ha mulher queria ver as roupas. Eu e minha filha, os livros. Meu filho queria mesmo era saber dos novos games.

Combinamos de nos encontrar na Livraria da Travessa. Assim ninguém precisava correr. Minha mulher olhou para dentro da livraria.

- Livros demais, ela disse. Todos esses livros e a maioria  deles não será lida.

Fiquei pensando no destino triste dos livros não-lidos. E minha mulher deve ter sua razão. Horas dias meses de esforço e preocupação. Depois acabam num stand esperando que alguém venha resgatá-los de sua condição de mortos-vivos. Ou natimortos.

Quem faz o livro é o leitor.

E deve haver pelo menos um leitor para cada livro. E não são tantos livros assim, se fizermos uma comparação com a população mundial.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Afinal, o q querem os homens?!

 

Michel malamed é o cara comum estranho mas comum q perambula pelas ruas e salas e becos cuja voz falha some e as lágrimas agridem os olhos de óculos escuros e ósculos obscuros na mulher mais linda q existe cuja boca inspira cujo olhar transpira e nos faz sonhar como adolescentes priápicos e mesmo q ninguém leia isto deixo meu depoimento cair na imensidão do mar cibernético.

 

Mas não era disso q eu ia falar.

 

Por que hoje ouvi a estória “deus não criou os hipopótamos” q n em estória foi porque meus filhaos lembravam-se do título e de meia dúzia de frases q não explicavam nem de longe porque deus não criou s hipopótamos e fiquei com o título remoendo na minha cabeça pensando numa resposta q não virá, mas a idéias dos outros infestam o sótão daki de cima e me ajudam n um delírio num vazio a preencher de idéias minhas estórias de maneira q passado um mês um ano uma década já não sei mais de quem são as idéias, se minhas ou de outros, mas q importa, afinal ?

Outra idéia q me ocorre:

 

<big><big><big>EXPLIQUE A GRANDE FÚRIA DO MUNDO.

domingo, 7 de novembro de 2010

The American com George Clooney

 

Acabei de assistir a The american , produzido e estrelado por George Clooney. Não se deixem enganar : este não é um filme de ação, apesar das aparências. A ação é mínima. Mas o filme é bom .

Estiloso, lento, com locações fantásicas, bem ao gosto europeu. Os dialogos não são essa coisa toda, até porque o importante é a atuação. Os atores comunicam sem palavras. Principalmente, Clooney.

Gostei de cada cena. Mas, como disse antes, não esperem mita ação. Tudo bem, alguém vai achar o filme previsível. De fato, é.

Mas isso pouco importa se você conseguiu curtir hora e meia de excelente cinema. Ainda sobre tempo pra uma homenagem a Sergio Leone.

Valeu, Clooney!

sábado, 6 de novembro de 2010

Insonia

A noite segue seu rumo em silêncio. A chuva parou. O barulho dos carros diminuiu. Deixo a tv ligada por companhia. Sem som. Apenas imagens que se alternam.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Wallander

Eu gosto de livros policiais, de suspense. Mas eu não conhecia Henning Mankell; nunca tinha lido seus livros. Aí resolvi ver a série Wallander da BBC, não a sueca, que, dizem, é melhor.
Mesmo assim, pra quem não conhece nem os livros nem a série sueca, o Wallander de Branagh é bom pra cacete!
Grudei no dvd e assisti os seis episódios de enfiada. A grande sacada : embora feito por ingleses da bbc com kenneth branagh e falado em inglês, as estórias se passam na suécia e têm a cor local.
Cada episódio se baseia num livro de Mankell.
Os personagens são bem construídos. Os crimes convencem e o background das personagens sustenta sua atitude ao longo da série.
Além dsso a fotografia impressiona. As locações têm um peso significativo no desenrolar das estórias. Cinema, ops, televisão de primeira!
Quero ver se baixo a série sueca, pra comparar. Mas desde já indico Wallander da BBC.Vale cada segundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Gotan Project - Tango 3.0

Um disco perfeito, dakeles que a gente ouve sem parar. No tempo do vinil, furava. Fusion jazz tango de prima. O bandoneón louco ,as vozes de fundo, vibrando sílabas portenhas como choro e gemidos de amor, incitando a alma carregada dos argentinos, estrangeiros de si, em terras do sul, a sonhar, kem sabe, com algum longínquo planalto bretão. Ouçam ouçam ouçam!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A eleição acabou, as promessas não.

O rumo do país, decidido, em parte, no último pleito, mascarou a a idéia de renovação do legislativo com a eleição, quase, em massa de elementos oriundos das antigas oligarquias que se mantem no poder há anos. Agora, o fisiologismo político ganhou ares de "capitanias hereditárias" ou melhor, "urnas hereditárias"; claro que houve melhoras, claro que o país avançou em muitos aspectos, a distribuição de renda se não é perfeita, incluiu centenas de pessoas na esfera do consumo, criando um mercado interno robusto, capaz inclusive de diminuir os atritos causados pelas crises externas.
É, de fato, um ganho da Democracia.
Escolher é melhor do que não escolher. Por isso , caudilhos como Chaves soam tão fora de moda.
Há que se investir pesadamente em EDUCAÇÃO. Isto foi pauta de todos os candidatos, sem exceção. POrem que educação queremos?
O mercado de trabalho, impulsionado por diversos fatores, abre-se para um mundo novo: o Brasil desponta para o mercado de manufaturados e commodities, têm relações comerciais sólidas com países que necessitam de nossos produtos, e posiciona-se, ainda que às vezes timidamente, como líder latino americano... De que mais precisamos para ser, enfim, não apenas um emergente, mas um país de primeira linha?

Eu acredito que a EDUCAÇÃO (em maiúsculas) é a solução unica e inevitável.
Investimentos em tecnologia (escolas bem equipadas atraem alunos), professores motivados e bem remunerados (professor vive de cultura, precisa consumir arte:livros filmes peças de teatro, etc) e uma política educacional inclusiva, mas que não seja atrelada apenas a programas assistenciais, trocar educação por comida é apenas distanciar a população do verdadeiro sentido da EDUCAÇÃO: a libertação do cidadão, a sua completa "abolição" dos grilhôes da pobreza e da ignorância.
Conhecimento é um vício, o unico saudável.
O susto que os governantes tomam com a evasão escolar, demonstra sua total incompreensão do processo educacional.

Jovens, alguns que deixaram de estudar na idade ideal, agora lançam-se no mercado de trabalho, formal ou informal, e a escola vai ficando cada vez mais distante.
Por isso , precisamos reforçar a educação básica, na idade certa, formar o pequeno cidadão, e ampliar o ensino médio - com conteúdo regular e técnico, par e par.

Será que as câmaras, formadas pelo último pleito, terão condição e vontade política de levar adiante essa dura tarefa?

Sem isto, teremos que importar trabalhadores para suprir as necessidades do mercado. Vamos regredir 122 anos no tempo, quando abolimos a escravidão e abrimos o país aos imigrantes.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ESTRADA

Triste daqueles que têm a ESTRADA e a temem,
se escondem e fogem e fecham os olhos,
pensam nela e tremem,
mas ela está ali, oferecendo-se,
misteriosa e cheia de obstáculos,

devemos (we must) percorrê-la,
curva após curva,
sombra e acostamento,
senão,
que razão há em viver?

Nenhum deslumbramento nos espera, num quarto fechado, em que o sol, tímido, nos espeta lanças de luz e poeira, pelas frestas da veneziana.

A verdade está lá fora.

BRASIL HOLANDÊS




As Invasões Holandesas

Invasões holandesas é o nome normalmente dado, na historiografia brasileira, ao projeto de ocupação da Região Nordeste do Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais durante o século XVII.

O Brasil foi invadido pelos holandeses por duas vezes:

- Em 1624, quando ocorreu a posse de Salvador
- Em 1630, quando eles tomaram Pernambuco


Principais características:

- Pernambuco como principal alvo, pois tinha grande produção de açúcar;
- foram “barrados” pelas Milícias dos Descalços, ao pretenderem invadir a região dos engenhos
- chegada do conde Maurício de Nassau (1637) em Pernambuco, com o objetivo de consolidar o domínio holandês
- alargamento do limite sul da Nova Holanda – nome que recebeu a região conquistada pelos holandeses – até as margens do Rio São Francisco
- criação do forte Maurício
- fim das tentativas de se tomar outras terras
- Maurício de Nassau buscou a aceitação dos senhores de engenho e da população à ocupação holandesa
- estimulo as artes e as ciências
- 1640: Parlamento da América do Sul para a instituição de uma legislação para o Brasil holandês
- 1644: fim do governo de Maurício de Nassau

- intensificação dos conflitos entre os senhores de engenho e os comerciantes holandeses

- a Companhia das Índias resolveu assumir as dívidas dos plantadores com os comerciantes, mas confiscando a produção;

-1645: expulsão dos holandeses do território brasileiro.


Fonte: http://www.fontedosaber.com/historia/as-invasoes-holandesas.html

A Colonização do Brasil : Origens





1. O TERMO ÍNDIO:

- o termo índio nasceu de um engano histórico: ao desembarcar na América, o navegador Cristóvão Colombo chamou seus habitante de índios, pois pensava ter chegado nas Índias.

- outras designações para o habitante da América pré-colombiana: aborígene, ameríndio, autóctone, brasilíndio, gentio, íncola, "negro da terra", nativo, bugre, silvícola, etc.

- o termo índio designa quem habitava e ainda habita as terras que receberiam o nome de América.


2. DIVERSIDADE CULTURAL:

- os diferentes povos indígenas do Brasil (Pindorama ou Piratininga), a exemplo dos demais índios da América, tinham maneiras próprias de organizar-se: diferentes modos de vida, línguas e culturas.


3. NAÇÕES INDÍGENAS:

Classificação: baseada em critérios lingüísticos.

Tupi: litoral.
Jê ou Tapuia (Macro-Jê): Planalto Central.
Nuaruaque: bacia Amazônica.
Caraíba: norte da bacia Amazônica.

4. ORGANIZAÇÃO SOCIAL:

Regime de Comunidade Primitiva
- igualdade social.
- relação coletiva com a terra.
- divisão do trabalho por sexo e idade.
- socialização das técnicas de produção.
- distribuição igualitária.
- pequeno desenvolvimento tecnológico.
- produção voltada para o autoconsumo.
- era muito pequena a produção de excedente.
- habitação: malocas (ocas) - aldeia (taba) - tribo - nação.
- casa comunal
- nomandismo e semi-nomandismo.
- atividades econômicas: caça, pesca, coleta e agricultura.
- instrumentos rudimentares.
- religião: politeísta Ò Pajé.
- política: chefe de maloca - Conselho - chefe da aldeia (principal, cacique ou morubixaba).
- a guerra tinha muita importância e era fonte de prestigio e elevação de status.

Costumes:
• coivara: queimada.
• couvade: resguardo do pai da criança.
• antropofagia: ritual.
• dar presentes: generosidade na distribuição de bens.
• casamento: poligênico (o homem ter mais de uma mulher) e poliândrico (mulher casada com vários homens) .



5. O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

• PEDRO ALVARES CABRAL:

- navegador português.
- a esquadra enviada por D. Manuel, rei de Portugal, às Índias, tinha como objetivo estabelecer uma sólida relação comercial e política com os povos do Oriente.
- 22 de abril de 1500: Cabral oficializa a posse de Portugal sobre o Brasil.
- o Descobrimento do Brasil fez parte de um processo mais amplo de Expansão marítima, comercial e territorial realizada pelos europeus no início da Idade Moderna, ou seja, o descobrimento do Brasil e sua colonização devem ser analisados como uma etapa do desenvolvimento comercial europeu.
- o Descobrimento foi fruto da expansão ultramarina realizada pela burguesia européia, marcando uma etapa do desenvolvimento comercial europeu.
- Nomes: Monte Pascoal ¾ Ilha de Vera Cruz ¾ Terra de Santa Cruz ¾ Brasil.
Controvérsias sobre o descobrimento:
- casualidade ou intencionalidade ?
- descobrimento ou conquista ou encontro de culturas ou achamento ?



PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530)

1. CONCEITO:

- período (1500-30) em que Portugal não se interessa pela efetiva colonização do Brasil em função deste não preencher os seus interesses mercantilistas (metais e comércio).





2. MOTIVOS DO DESINTERESSE DE PORTUGAL PELA COLONIZAÇÃO:

- os portugueses não encontraram, no Brasil, sociedades organizadas com base na produção para mercados.
- o Brasil não oferecia metais preciosos nem produtos para o comércio.
- a crise demográfica portuguesa.
- Portugal estava concentrado em torno do comércio Oriental.

3. CARACTERISTICAS:

- durante esse período Portugal limitou-se a enviar para o Brasil expedições de reconhecimento e de defesa e iniciou a extração do pau-brasil (escambo).



4. EXPEDIÇÕES EXPLORADORAS:

Gaspar de Lemos (1501).
Gonçalo Coelho (1503).
• objetivos: fazer o reconhecimento geográfico e verificar as possibilidades de exploração econômica da nova terra descoberta.

• resultados: denominação dos acidentes geográficos e constatação da existência de pau-brasil.


5. EXPEDIÇÕES GUARDA-COSTEIRAS:

Cristóvão Jacques (1516-1526).
• objetivos: policiar o litoral e expulsar os contrabandistas.


6. EXPLORAÇÃO DO PAU-BRASIL:

- primeira atividade econômica portuguesa no Brasil: exploração e comércio da madeira de tinturaria.
- atividade extrativa, assistemática e predatória.
- estanco: monopólio régio - uma limitação ao exercício de uma atividade econômica, salvo o seu desempenho pela Coroa ou a quem esta delegasse.

- escambo: tipo de relação de trabalho onde há troca de serviço/mercadoria por outra mercadoria . O corte e o transporte da madeira eram feitos pelos indígenas, que, em troca, recebiam bugigangas.
- feitorias: eram os depósitos que armazenavam as toras de pau-brasil.

↳ não geraram povoamento.
O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO (1530)

1. MOTIVOS:

- a constante e crescente presença francesa no litoral do Brasil: ameaça a posse portuguesa.
- a decadência do comércio das Índias: problemas financeiros.
- a descoberta de metais preciosos na América Espanhola (Peru): ?!


2. A EXPEDICÃO COLONIZADORA DE MARTIM AFONSO DE SOUSA (1530):

Objetivo: lançar os fundamentos da ocupação efetiva da terra, estabelecendo núcleos de povoamento (povoar a terra, defendê-la, organizar sua administração e sistematizara a exploração econômica: colonizar).

- colonizar: ocupar um região para explorá-la economicamente.

Ação colonizadora :

- instalação do primeiro núcleo de povoamento português no Brasil: a vila de São Vicente (1532).
- implantação da primeira unidade produtora de açúcar no Brasil: O Engenho do Senhor Governador ou São Jorge dos Erasmos. (1533).
- introdução das primeiras cabeças de gado.
- João Ramalho fundou Santo André da Borda do Campo.
- Brás Cubas fundou Santos.



ADMINISTRAÇÃO COLONIAL


A organização político-administrativa do Brasil-Colônia estava calcada na divisão territorial em Capitanias, no estabelecimento dos Governos Gerais e na criação das Câmaras Municipais e atendia as necessidades inerentes à relação Metrópole-Colônia:

- promover a ocupação territorial do Brasil através do povoamento.

- evitar gastos supérfluos com o envio de funcionários da Metrópole para a Colônia.

- possibilitar a efetivação do interesses mercantilistas metropolitanos.

-defender a colônia dos ataques e invasões das potências rivais.



1. CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (1534):

Objetivo: acelerar a efetiva colonização do Brasil transferindo para particulares os encargos da colonização.
Funcionamento: Portugal buscava atrair os interesses de alguns nobre portugueses pelo Brasil, dando a eles direitos e poderes sobre a terra e transformando-os em donatários das capitanias.

Documentos:
• Carta de Doação: estipulava a concessão da capitania ao donatário.

• Foral: determinava os direitos e deveres dos donatários e funcionava como um código tributário.


- os donatários recebiam poderes políticos, judiciários e administrativos de que lhes advinham vantagens econômicas.

- fundação de vilas, concessão de sesmarias, redízima (1/10) das rendas da Coroa, vintena (5%) sobre o valor do pau-brasil e da pesca, cobrança de tributos sobre todas as salinas, moendas de água e engenhos (só podiam ser construídos com a sua licença).

Características:
- processo de colonização descentralizado: sistema político-administrativo descentralizado.

- os donatários recebiam as capitanias não como proprietários, mas como administradores (posse).

- as capitanias eram hereditárias, indivisíveis, intransferíveis e inalienáveis.

- os donatários deveriam arcar com as despesas da colonização.

- o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias (grandes lotes de terras) entre a donatários.

- para fins administrativos, a capitania no Brasil se dividia em comarcas, as comarcas em termos, e os termos em freguesias.

- sistema já utilizado por Portugal nas suas ilhas atlânticas: Açores, Madeira e Cabo Verde.

Capitanias que prosperaram:
- São Vicente (Martim Afonso de Sousa): auxílio da Coroa Portuguesa Ò devido ao fracasso da lavoura de exportação (distância da metrópole e concorrência nordestina) foi lentamente regredindo para uma lavoura de subsistência.

- Pernambuco (Duarte Coelho): excelente administração, aliança com os índios, financiamento do capital flamengo (holandês) e desenvolvimento do agromanufatura açucareira.

Fatores do fracasso do Sistema:

- as dificuldades encontradas na empresa de colonização.
- a falta de recursos dos donatários (inviabilidade da colonização baseada exclusivamente no capital particular).
- a descentralização (se chocava com os interesses do Estado absolutista português).
- os ataques dos índios.
- a distância da metrópole.
- a falta de comunicação entre as capitanias.
- a má administração e a falta de interesse dos donatários.



2. GOVERNO GERAL (1548):

Motivo: o fracasso do sistema de Capitanias ,falta de recursos e descentralização.

Objetivos: centralizar a administração e dar apoio e ajudas as capitanias.
Características:
- as capitanias não foram extintas: com o tempo as capitanias foram passando para o domínio real, porque Portugal ou as confiscava por abandono, ou as comprava dos herdeiros.
Contudo, a última capitania só desapareceu em 1759, por determinação do Marquês de Pombal.
- os donatários passaram a prestar obediência ao governador-geral.
- o governador era o representante do rei na colônia.

Documento:
• Regimento de 1548: conjunto de leis que determinava as funções administrativa, judicial, militar e tributária do governador-geral.

Assessores:
- Ouvidor-mor: Justiça.
- Provedor-mor: Finanças (negócios da Fazenda).
- Capitão-mor: defesa da costa.
- Alcaide-mor: chefe da milícia.

Governadores-gerais:

• Tomé de Sousa (1549-53):
- a Bahia foi transformada em Capitania Real do Brasil e passou a ser sede do Governo Geral.
- fundação da primeira cidade (Salvador).
- fundação do primeiro bispado do Brasil.
- fundação do primeiro colégio.
- incentivo à agricultura e à pecuária.

- alguns jesuítas vieram chefiados por Manuel da Nóbrega.

• Duarte da Costa (1553-58):

- conflito com o bispo Pero Fernandes Sardinha.
- invasão francesa no Rio de Janeiro: fundaram a França Antártica (1555).
- fundação do Colégio de São Paulo (25.01.1554): José de Anchieta e Manuel da Nóbrega.

• Mem de Sá (1558-72):

- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá.
- expulsão do franceses em 1567.
- reunião dos índios em missões (reduções).



3. CÂMARAS MUNICIPAIS:

Responsáveis pela administração dos municípios (cidades e vilas): pelourinho.

- conservação das ruas, limpezas da cidade e arborização.
- construção de obras públicas: estradas, pontes, calçadas e edifícios.
- regulamentação dos ofícios, do comércio, das feiras e mercados.
- abastecimento de gêneros e cultura da terra.

Representavam o poder local (o verdadeiro poder político colonial): o poder dos proprietários de terras, de engenhos e de escravos Ò os "homens bons".

Composição:
• almocatéis (fiscalizavam o cumprimento da lei),
• procurador (representante judicial),
• vereadores ("homens bons") ,
• juiz (ordinário ou de fora).

- atuaram principalmente no Nordeste açucareiro.
- tiveram seus poderes reduzidos a partir de 1642 com a criação do Conselho Ultramarino: centralização administrativa.








4. ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA:

A administração eclesiástica acompanhou no Brasil Colonial a própria evolução administrativa da Colônia:

- a criação de capitanias, comarcas e freguesias eram acompanhadas pela criação de prelazias, dioceses e paróquias.

- a Igreja Católica teve papel relevante no processo de colonização.

- a catequização do índio pelos jesuítas e a utilização dos silvícolas como mão-de-obra nas propriedades da Companhia de Jesus.

- o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes, e, no norte da Colônia, também devido a exploração das "drogas do sertão".

- Os jesuítas pretendiam criar uma teocracia na América Latina e monopolizar o controle dos indígenas.

- os jesuítas, intimamente relacionados com a expansão européia e a realidade colonial, foram expulsos de Portugal e do Brasil no reinado de D. José I (na época do ministro Marquês de Pombal).

O projeto missionário e catequizador dos jesuítas:

- Os jesuítas atuaram em duas frentes: o trabalho missionário com os índios e a educação com a fundação dos colégios.

- A legitimação da espoliação e da fraternidade cristã.

- A simbiose da alegoria cristã e do pensamento mercantil.

- O ardor da diplomacia cristã, mistura de veemência e ambigüidade.

- Os caminhos violentos e sedutores da pedagogia missionária.

Educação:

- na Educação, através das Ordens Religiosas, a Igreja monopolizou as instituições de ensino até o século XVIII.
- A Companhia de Jesus foi instrumento fundamental para a evangelização das colônias americanas.
- o ensino desenvolveu-se influenciado pela cultura religiosa do colonizador.

- não conseguiram dissociar a evangelização do processo colonizador luso-brasileiro.

- os jesuítas procuraram aprender as línguas indígenas.
- os jesuítas pretenderam divulgar a fé, formando novos súditos tementes a Deus e bedientes ao rei.
- os jesuítas catequizavam os indígenas e educavam os índios e colonos.
-Os jesuítas exerceram um papel de grande importância em relação à educação dos filhos dos grandes proprietários de escravos e terras até sua expulsão. Sua presença foi tão significativa que seus colégios constituíram-se enquanto marcos da ação colonizadora portuguesa na América.
- os jesuítas fundaram vários colégios.
- Contribuíram para amenizar as tensões entre indígenas e colonos.
- os jesuítas tinham por objetivo promover a Igreja Católica e, para isso, acabaram por alterar a cultura indígena: a aculturação dos indígenas, à medida que a colonização portuguesa se consolidava,.
- quanto à escravidão, tanto os jesuítas quanto a Igreja Católica, no período colonial, se limitavam ao repúdio às torturas e aos maus tratos, não havendo, porém, questionamento da escravidão enquanto instituição: as desigualdades terrenas são reconhecidas pelos jesuítas, que elegem como espaço de julgamento o fórum divino.
- o negro foi excluído da catequese e do processo de educação porque existia a crença de que o negro não tinha alma.


A ECONOMIA AÇUCAREIRA (SÉC. XVI E XVII)


1. O ANTIGO SISTEMA COLONIAL:

- sistema de dominação da metrópole sobre a colônia: conjunto de relações políticas, econômicas, sociais, ideológicas e culturais.

- um conjunto de normas e leis que regulam as relações metrópole-colônia principalmente no campo econômico.

Pacto Colonial:
- relação de domínio exclusivo do comércio colonial pela metrópole: monopólio.

- também chamado "regime do exclusivo colonial", denomina o sistema de monopólio comercial e controle econômico imposto pelas metrópoles suas colônias nos Tempos Modernos (capitalismo comercial/mercantilismo).

+ O Sentido da Colonização:

- o monopólio do comércio das colônias pela metrópole define o sistema colonial, porque é através dele que as colônias preenchem sua função histórica de produzir riquezas para o maior desenvolvimento econômico da metrópole: a colonização toma o aspecto de uma vasta empresa comercial destinada a explorar os recursos das colônias em proveito do comércio europeu.

- monopólio:

- as colônias são áreas complementares da economia metropolitana.

- as colônias só podem comerciar com a metrópole: só podiam vender seus produtos para o grupo mercantil metropolitano.

- as colônias não podem ter fábricas e são obrigadas a consumirem os produtos manufaturados da metrópole.

- as colônias só podem produzir o que a metrópole não tem condições de fazer, nunca concorrer com ela.

- as colônias devem produzir em larga escala, a baixos custos e com o máximo de lucratividade.



2. A COLONIZAÇÃO DE BASE AGRÍCOLA:

- colonização como desdobramento da expansão marítima e comercial européia.

- a agricultura foi o recurso encontrado para a exploração do litoral brasileiro.

- a colonização foi organizada em torno do cultivo da cana-de-açúcar.

- valorização econômica das terras.

- passou-se do âmbito da circulação de mercadorias para o da produção.

- com a empresa açucareira Portugal solucionava o seu problema de utilização econômica das suas terras americanas e o Brasil se integrava, como fonte produtora, aos mercados consumidores europeus.

- a colonização como instrumento de acumulação de capital na Europa.


3. MOTIVOS DA ESCOLHA DO AÇÚCAR:

- existência de mercados consumidores na Europa.
- a participação holandesa no financiamento, refino e distribuição do produto.
- a experiência portuguesa.
- a qualidade do solo (massapê) e as condições climáticas.




4. EMPRESA AÇUCAREIRA:

- estrutura de empresa comercial exportadora.
- empresa de base agrícola destinada a exploração econômica e a colonização do litoral brasileiro, principalmente o nordestino (principal centro produtor).
- o engenho: unidade de produção (moenda, casa-grande, senzala, capela, canaviais) Ò exigia grandes investimentos.
- tipos de engenho: os reais, movidos a água, e os trapiches, que utilizavam tração animal.
- Nordeste: principal centro produtor (PE e BA).
- trabalhadores livres: mestre do açúcar, feitor, lavradores contratados.
- grupo flutuante formado de mestiços, mamelucos, rendeiros e agregados.
- a montagem da empresa açucareira obedeceu ao sistema de plantation.

Plantation:
Sistema de produção:

- monocultura: especialização na produção de um artigo de real interesse no mercado europeu.
- escravismo: utilização de numerosa força de trabalho compulsória (escrava): índia, depois negra.
- latifúndio: grande propriedade de terra.

• Dependência externa: havia uma total ausência de autonomia dos produtores e a economia ficava atrelada ao mercado europeu e inteiramente voltada para o mercado externo.



5. SOCIEDADE COLONIAL AÇUCAREIRA:

- uma sociedade caracterizada pelo caráter predominante do trabalhador escravo, base da economia colonial e do prestígio do grande proprietário.
- uma sociedade conservadora , patriarcal , escravista , rural (agrária).
- o engenho era o centro dinâmico de toda a vida colonial e onde a pouca vida urbana era mero prolongamento da vida rural.
- uma organização social intimamente articulada à propriedade e à riqueza.

• início do processo de miscigenação entre os três grandes grupos étnicos responsáveis pela formação da sociedade colonial brasileira: o índio americano, o branco europeu e o negro africano.

• mulato: mestiço de branco com negro.
• mameluco (caboclo): mestiço de índio com branco.
• cafuzo: mestiço de negro com índio.



6. A ESCRAVIDÃO:

Motivos da utilização da mão-de-obra escrava:

- a plantation exigia uma grande quantidade de trabalhadores.
- crise demográfica portuguesa.
- a inviabilidade da utilização da mão-de-obra branca, devido à sua escassez e ao seu custo.
- os trabalhadores europeus não se sentiam atraídos em trabalhar na colônia: difíceis condições de trabalho.
- os lucros proporcionados pelo tráfico de escravos.

Escravidão Indígena:

- os índios foram utilizados como escravos no início da economia canavieira, contudo, demonstrou-se incompatível com a produção açucareira e foram substituídos pelos negros africanos.

Motivos da substituição do índio pelo negro na grande lavoura açucareira:

- a imposição de um trabalho disciplinado, vigiado, forçado, ordenado, dinâmico, organizado e metódico chocou-se com a cultura indígena.
- a alta lucratividade operada pelo tráfico negreiro, que, para ser mantida, necessitava manter a escravidão negra.

Conseqüências da Escravidão e da Colonização sobre os Índios:

- massacre de milhares de índios.
- ocupação de suas terras.
- o contato do branco europeu com a comunidade indígena destruía a cultura do índio.
- desestruturação do sistema produtivo e das instituições indígenas.
- mortalidade em função de doenças contraídas dos brancos europeus.

Áreas Periféricas:

- o escravismo indígena ocorria principalmente em áreas muito pobres, onde os colonos não tinham recursos para comprar escravos negros: São Vicente e Maranhão.

A ESCRAVIDÃO NEGRA:

- os negros foram introduzidos no Brasil a fim de atender às necessidades do colono branco, dos grupos mercantis e da Coroa Portuguesa.





Formas de Aquisição do Negro na África:

- caça, captura e aprisionamento.
- compra de africanos ao chefes locais (sobas): muitas tribos africanas passaram a escravizar outras para vendê-las aos traficantes em troca de bugigangas (vidro, facões, panos, fumo, rapadura, cachaça).

TRÁFICO NEGREIRO (EMPRESA):

- navios negreiros (tumbeiros).
- banzo.
- marcados com ferro.
- os negros (peças do gentio da Guiné) eram embarcados geralmente em Angola, Moçambique e Guiné e desembarcados em Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

GRUPOS :

- Sudaneses: oriundos da Nigéria, Daomé, Costa do Ouro (Ioruba, Jejes, Fanti-ashantis)
- Bantos: divididos em dois grupos (angola-congoleses e moçambiques).
- Malês: sudaneses islamizados.


Resistência do Negro a Escravidão:

- evitando a reprodução.
- suicidando-se.
- matando feitores e capitães-do-mato.
- fugindo.
- formando quilombos.

Quilombos:

- comunidades negras formadas por escravos que fugiam dos seus senhores e passavam a viver em liberdade.

Quilombo dos Palmares:

- localizava-se no atual estado de Alagoas.
- o número de habitantes do quilombo cresceu durante a invasão holandesa em Pernambuco.
- produziam e faziam um pequeno comércio com as aldeias próximas.
- simbolizava a liberdade e, por isso, era uma atração constante para novas fugas de escravos.
- representava uma ameaça a ordem escravocrata.
- líder: Zumbi.
- em 1694, foi destruído pelo paulista Domingos Jorge Velho, contratado pelos senhores nordestinos.


7. ATIVIDADES ECONÔMICAS COMPLEMENTARES:

- paralelamente ao desenvolvimento da lavoura açucareira, desenvolveu-se na colônia um setor de subsistência responsável pela produção de gêneros que vinham atender às necessidades básicas dos colonos e escravos: pecuária e cultivo do tabaco, algodão, mandioca, milho, feijão.

a mandioca era o principal produto agrícola de subsistência para o consumo interno: elemento básico da alimentação do brasileiro.
o fumo era o produto de exportação que servia para aquisição de escravos no mercado africano: cultivado em zonas restritas da Bahia e Alagoas.
o algodão era usado no fabrico de tecidos de baixa qualidade destinados à confecção de roupas para os mais pobres e escravos: cultivados no Maranhão e Pernambuco.


AS INVASÕES FRANCESAS

Motivos: O Tratado de Tordesilhas que dividia o novo mundo descoberto entre Portugal e Espanha e marginalizava (excluía) as outras nações européias.
Interesses econômicos: o tráfico do pau-brasil, da pimenta nativa, do algodão nativo e produção de gêneros tropicais.


• AS INVASÕES:

Rio de Janeiro (1555-1567): França Antártica.
Maranhão (1612-1615): França Equinocial.


• A FRANÇA ANTÁRTICA:

Objetivos:
- fundar uma colônia de exploração econômica.
- abrigar os protestante (huguenotes) que eram perseguidos pelas guerras de religião.

Comandante:
- Nicolau Durant de Villegaignon.

Ocupação:
- os franceses se instalaram nas ilhas de Serigipe, Paranapuã, Uruçumirim e Laje.
- aliaram-se aos índios tamoios: formação da Confederação dos Tamoios.


Expulsão:

- a Confederação dos Tamoios foi dissolvida (1563) por Nóbrega e Anchieta que fizeram um acordo com os indios através do armistício de Iperoig (Ubatuba).
- na expulsão dos franceses, o governador Mem de Sá, contou com o auxilio de Estácio de Sá, dos índios Temininós (Araribóia) e pelos tamoios do sul.
- fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá.
- os franceses são expulsos em 1567.


• A FRANÇA EQUINOCIAL:

Objetivo:
- fundar uma colônia de exploração econômica.

• Comandante:
- Daniel de La Touche.

Ocupação:
- fundação da povoação de São Luis (homenagem ao rei francês Luis XIII).

Expulsão:
- os franceses são expulsos em 1615 pelas tropas portuguesas comandadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre de Moura.


• A OCUPAÇÃO PORTUGUESA DO LITORAL ACIMA DE PERNAMBUCO:

Quando os franceses foram expulsos do Rio de Janeiro, procuraram alojar-se no litoral acima de Pernambuco e foi da luta contra eles que se iniciou o povoamento:

- Paraíba: Filipéia de Nossa Senhora das Neves (1584) : João Pessoa.
- Rio Grande do Norte: Forte dos Reis Magos (1599) : Natal.
- Ceará: Forte de Nossa Senhora do Amparo (1613) : Fortaleza.
- Pará: Forte do Presépio (1616) : Belém.



Fonte:http://www.fontedosaber.com/historia/a-comunidade-indigena-do-brasil-pre-cabralino.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Clube do Filme







Achei na prateleira do Carrefour. Meio esquecido, a capa dobrada na ponta, com um valor atraente 19,90. Chama-se CLUBE DO FILME e é um excelente livro. Daqueles que a gente pega e não larga.
Narra a relação de um pai com seu filho, este com dificuldades na escola e nos relacionamentos pessoais, aquele sem emprego, com dívidas, vivendo de bicos, e a maneira como este pai e este filho encontraram de resolver os seus problemas.

No recheio ainda há uma lista fantástica de filmes (não precisa nem dizer que assisti a quase todos) e a relação dos dois personagens, que vai crescendo e amadurecendo. É uma história muito bonita, sincera e verídica.

O Pai permite que o filho deixe a escola, que o incomoda mais do que agrada, com a condição de passarem mais tempo juntos, e ele, filho, terá que assistir a pelo menos 3 filmes, inidicados pelo pai, por semana.

O que começa como uma obrigação vai se transformando e transformando aos dois. Acima de tudo mostra que não devemos fazer uma tempestade num copo dagua. Que com esforço e cabeça no lugar, todos os problemas se resolvem.

Não é auto-ajuda.

É literatura de boa qualidade.

ELEIÇÕES

As eleições estão chegando com jeito de comida requentada. Nem haverá segundo turno; pelo menos é o que parece. 16 anos de pt na presidência... hmmm, seinão! E ainda por cima, teremos o rei do marketing pessoal no governo do Estado por mais um mandato. A se crer nas propagandas do Cabral, estamos no melhor dos mundos.
Sim as UPPs talvez sejam uma saída, mas a pergunta que não quer calar: PARA ONDE VÃO OS BANDIDOS DAS COMUNIDADES "PACIFICADAS" ?!
Houve aumento de delitos no subúrbio do Rio. As ruas dos bairros distantes ficaram mais inseguras. Escolas estão sendo roubadas.
As escolas continuam mal. Não houve grande investimento, como quer Cabral. Os professores continuam ganhando uma miséria e enfrentando problemas diversos. Cabral precisava ter feito mais para reverter o esquecimento em que se encontrava/encontra a educação no rio de janeiro.
Queremos gerar empregos e renda - mas , se não temos mão-de-obra qualificada, pra quê? ou, COMO?!
Daquei a cinco anos, se continuar o desprezo pela educação (formal e tecnica), o Brasil irá se transformar no maior importador de trabalhadores qualificados do mundo!

Precisamos rever nossos conceitos. O voto seria uma boa maneira de fazê-lo.
Mas parece que preferimos chover no molhado, como dizia minha avó.

É mais cômodo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010



Preservar a natureza, mesmo q num poTe de plástico,
irregularmente estabelecida,
sobre o peitoril da janela.

quarta-feira, 28 de julho de 2010


Mare de Azar do Mike Judge. Sempre misturando problemas afetivos e o (ridiculo) ambiente corporativo. Dificilmente você não vai se identificar!

Assisti e gostei.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vou ver eclipse com minha filha hoje agora. Não basta ser pai... é, vocês sabem como termina.
Esquadrão classe A não convenceu nem valeu o ingresso. Nem para os saudosistas. Não precisa nem dizer que vem nova franquia por aí.
Cortaram o edward norton dos avengers. Estrelismos.

Lendo

Lendo Englander.

Repo Men (2010)

Assisti a Repo Men com Jude Law baseado no livro repossession mambo de eric garcia. O filme é legal, mas pra turma de 40 anos e tal, fica aquela sensação de deja vu. Valia no final incluir um "muito obrigado" ao ridley scott. Vai beber em blade runner assim lá na china!
Não li o livro, mas o filme é tudo, menos original. Tem philip k dick e scott em demasia. A cidade do futuro é chupada dos andróides e pra complicar, o autor da história cria um híbrido de blade runner e total recall no enredo.
Mas sem o toque sutil da dúvida, sobre se o personagem estava vivendo um sonho ou a realidade.
Aqui tudo é esclarecido pro espectador.
Os atores estão bem, jude law convence, o forrest whitaker no piloto automático e alice braga firma mais suas raizes no cinemão tio sam.
A estória requentada vai convencer mais aos jovens sem passado e sem bagagem.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

SERRA

A idéia está amadurecendo. Mas em se tratando de mim, um antigo aliado de radicais e vermelhos, pensar numa opção centrista já é um avanço - ou, para alguns, um retrocesso. Mas, Serra pode ser a opção mais acertada neste momento. Troca-se um governo arrojado por outro mais "centrado" (ops!) , menos oba-oba, e mais obras e serviços.
Serra é chato, ranzinza, centralizador, apegado a detalhes e relatórios. Características que , de imediato, o impedem de usar o conhecido "não vi e nem ouvi" lulista.
Serra é o síndico. Precisamos de um pra botar ordem no condomínio.


Mas, como disse, a idéia só está amadurecendo.

domingo, 18 de abril de 2010

É preciso manter acesa a chama da solidariedade (e eu q pensei q nunca escreveria assim!), portanto, se o Estado não se faz presente, pelo menos NÓS podemos fazer a diferença. Juntem-se ao já imenso exercito da salvação, doem, ajudem como puderem, tem muita gente sofrendo por aí. Vamos minimizar a dor, nossa e deles.