sábado, 20 de novembro de 2010

Arnaldo Jabor no Estrelas

 

Hoje o programa Estrelas foi premiado com a presença de Arnaldo Jabor. Com seu humor cáustico e , ao mesmo tempo, terno, Jabor é um crítico à moda antiga – que pontua suas observações com tiradas precisas do mais puro humor carioca.

Pena que em tempos do politicamente correto, ele precise pontuar suas observações ferinas, mas engraçadas, com um “gente, tô brincando!”, escapando assim de algum novo processo por injúria e difamação ou mesmo a pecha de chauvinista.

Este humor praticado por Jabor tem origem na língua ferina de Nelson Rodrigues, nos comentários jocosos de um Barão de Itararé, e outros maledicentes, sem os quais a cultura e a inteligentzia nacionais seriam muito menos interessantes.

Jabor agrada exatamente porque fala o que lhe vem à mente, sem medo de ser feliz, e, como disse à Angélica, não se arrepende de nada que tenha dito, ainda que algumas de suas tiradas lhe tenham garantido uns cinco processos.

Jabor, que sobreviveu aos anos de chumbo, que foi testemunha dos anos dourados cariocas, há de sobreviver ao politicamente correto.

Perto dele, Diogo Mainardi é apenas “ferino” – sem humor. Agressivo, contraditório, sem contudo equilibrar o fel com a ternura de um por-do-sol à beira-mar, ou mesmo um sorrisinho malicioso que provoca e acarinha.

Jabor é um tapa com luva de pelica.

Precisamos de mais cronistas de humor mau humorado e menos pugilistas das palavras escritas e ditas.

Jabor é o nosso filósofo de bolso, erudito e popular.

Salve, Jabor!

domingo, 14 de novembro de 2010

Eat Pray Love

 

Achei que o filme seria uma válvula para canalizar toda a tristeza do mundo… Mas, de novo, fui seduzido por Julia Roberts. E o filme… Bem , o filme não é de todo mal, talvez um pouco longo… além disso, é sempre estranho ver um estrangeiro representar um brasileiro;mas, javier barden dá conta do recado. A trilha apela para a bossa nova (parece que os ianques só conhecem esta versão da música brasileira!) – leia-se: joão gilberto.

As locações são fantásticas e interagem com as personagens. Tudo bem que para um agnóstico com pendor para o ateísmo, o discurso neo-religioso soe forçado demais. Pra mim a tal guru, que não aparece, é picaretagem pura, afinal as personagens encontram o que estavam procurando , sozinhas.

Quanto ao leitor de mãos pitoresco em Bali, tem um sabor naif característico. Ele diz o que sabe (ou não) e você entende como quiser.

Falando desse jeito parece que o filme é uma porcaria; mas não é. Tirando a apelação pseudo religiosa, as atuações são dignas, a comida estupenda (dá vontade de sair do cinema direto para um belo ristorante) e… bem, tem Julia Roberts fotografada como nunca. Linda.

Dessa vez não vou falar do olhar, mas do sorriso. Aquele sorriso!

sábado, 13 de novembro de 2010

A verdade universal

 

“O silêncio é oração.”

 

Está escrito em Aparecida do Norte. Mas, devia ser colocado em outdoors ao redor do país.

Falamos muito, mas dizemos pouco.

Ás vezes é bom ficar em silêncio.

 

Meu silêncio é feito de palavras escritas.

Não é tão mal assim passar a noite de insônia com Juliette Binoche

 

binoche

Esta noite vai ser longa. Steve Carell na tv apaixonado pela namorada do irmão. Nova posição, sentado, pernas cruzadas, laptop no colo (ops). Acabei de comer um sanduíche de ovo. Eu próprio fiz os ovos com becel (dizem que faz bem pro coração , pelo menos é o que diz a Marília Gabriela) e esquentei duas fatias de pão de forma. É quase uma hora da manhã. Comi e empurrei tudo com meio copo de coca-cola. Continuo acompanhando o filme do steve carell e da Juliette Binoche (outra das minhas musas desde o paciente inglês).

Acho que vi tudo que ela fez. Juliette é perfeita. Lembro-me dela em cache, chocolate, damages, etc, etc.

Cada fotograma ou pixel serve para demonstrar a fantástica simetria de suas linhas. Apesar disso ela é uma mulher palpável.

Aquele olhar… Hoje descobri que as musas nos pegam pelo olhar. Pela maneira como nos miram. Como nos estendem feixes de luz através dos olhos.

Pense num filme, naquele filme, no seu filme, cada um tem o seu, um filme que você verá sempre que for possível, que você nunca jamais se cansará de ver, e repare que nele deve haver uma mulher, uma personagem feminina marcante, e que, em algum momento, ela lançará em sua direção, em direção à câmera, “aquele olhar” !

Como Julia Roberts faz inúmeras vezes em Notting Hill , o que torna este pequeno filme tão especial.

E como Juliette também faz na maioria dos seus filmes.

E como Soledad Villamil (minha nova musa) fez em O SEGREDO DOS SEUS OLHOS.

Existe neste quesito uma lista enorme de filmes. Um olhar, apenas um olhar, pode tornar o filme mais obtuso, especial.

O tédio, a noite vazia, a dor nas juntas e os livros

 

Minha mulher foi deitar cedo. Estava de saco cheio, como fez questão de dizer. Nada a fazer: foi pro computador, visitou alguns sites, sem se fixar em nenhum, depois comeu pizza. e um doce crocante qualquer, voltou pro computador, ligou a tv, viu o final da novela, foi ao banheiro, escovou os dentes, disse que estava de saco cheio, passando pela sala e indo para o quarto.

Fiquei sozinho.

Assisti RED, com Bruce Willis – legalzinho; meu filho juntou-se a mim ali pela metade do filme e ficou fazendo perguntas sobre a história, então eu coloquei no começo e voltei a assistir com ele.

Ele gostou mais do que eu. Achei divertido.

O último filme que vi e fiquei tocado foi O SEGREDO DOS SEUS OLHOS. Maravilhoso. Fantástico. Ricardo Darin está cada vez melhor. Soledad Villamil é preciosa e linda. Que rosto!

Eles já haviam trabalhado juntos num outro filme, acho que se chamava “O mesmo amor, a mesma chuva”, e já me programei pra assistí-lo. As críticas falam muito bem dele.

Escrevo deitado no sofá. O laptop sobre uma base com ventoinha. Minhas juntas doem.

Outro dia, no meio da semana, faltei ao trabalho e levei a família ao Barra Shopping. Min ha mulher queria ver as roupas. Eu e minha filha, os livros. Meu filho queria mesmo era saber dos novos games.

Combinamos de nos encontrar na Livraria da Travessa. Assim ninguém precisava correr. Minha mulher olhou para dentro da livraria.

- Livros demais, ela disse. Todos esses livros e a maioria  deles não será lida.

Fiquei pensando no destino triste dos livros não-lidos. E minha mulher deve ter sua razão. Horas dias meses de esforço e preocupação. Depois acabam num stand esperando que alguém venha resgatá-los de sua condição de mortos-vivos. Ou natimortos.

Quem faz o livro é o leitor.

E deve haver pelo menos um leitor para cada livro. E não são tantos livros assim, se fizermos uma comparação com a população mundial.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Afinal, o q querem os homens?!

 

Michel malamed é o cara comum estranho mas comum q perambula pelas ruas e salas e becos cuja voz falha some e as lágrimas agridem os olhos de óculos escuros e ósculos obscuros na mulher mais linda q existe cuja boca inspira cujo olhar transpira e nos faz sonhar como adolescentes priápicos e mesmo q ninguém leia isto deixo meu depoimento cair na imensidão do mar cibernético.

 

Mas não era disso q eu ia falar.

 

Por que hoje ouvi a estória “deus não criou os hipopótamos” q n em estória foi porque meus filhaos lembravam-se do título e de meia dúzia de frases q não explicavam nem de longe porque deus não criou s hipopótamos e fiquei com o título remoendo na minha cabeça pensando numa resposta q não virá, mas a idéias dos outros infestam o sótão daki de cima e me ajudam n um delírio num vazio a preencher de idéias minhas estórias de maneira q passado um mês um ano uma década já não sei mais de quem são as idéias, se minhas ou de outros, mas q importa, afinal ?

Outra idéia q me ocorre:

 

<big><big><big>EXPLIQUE A GRANDE FÚRIA DO MUNDO.

domingo, 7 de novembro de 2010

The American com George Clooney

 

Acabei de assistir a The american , produzido e estrelado por George Clooney. Não se deixem enganar : este não é um filme de ação, apesar das aparências. A ação é mínima. Mas o filme é bom .

Estiloso, lento, com locações fantásicas, bem ao gosto europeu. Os dialogos não são essa coisa toda, até porque o importante é a atuação. Os atores comunicam sem palavras. Principalmente, Clooney.

Gostei de cada cena. Mas, como disse antes, não esperem mita ação. Tudo bem, alguém vai achar o filme previsível. De fato, é.

Mas isso pouco importa se você conseguiu curtir hora e meia de excelente cinema. Ainda sobre tempo pra uma homenagem a Sergio Leone.

Valeu, Clooney!

sábado, 6 de novembro de 2010

Insonia

A noite segue seu rumo em silêncio. A chuva parou. O barulho dos carros diminuiu. Deixo a tv ligada por companhia. Sem som. Apenas imagens que se alternam.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Wallander

Eu gosto de livros policiais, de suspense. Mas eu não conhecia Henning Mankell; nunca tinha lido seus livros. Aí resolvi ver a série Wallander da BBC, não a sueca, que, dizem, é melhor.
Mesmo assim, pra quem não conhece nem os livros nem a série sueca, o Wallander de Branagh é bom pra cacete!
Grudei no dvd e assisti os seis episódios de enfiada. A grande sacada : embora feito por ingleses da bbc com kenneth branagh e falado em inglês, as estórias se passam na suécia e têm a cor local.
Cada episódio se baseia num livro de Mankell.
Os personagens são bem construídos. Os crimes convencem e o background das personagens sustenta sua atitude ao longo da série.
Além dsso a fotografia impressiona. As locações têm um peso significativo no desenrolar das estórias. Cinema, ops, televisão de primeira!
Quero ver se baixo a série sueca, pra comparar. Mas desde já indico Wallander da BBC.Vale cada segundo.