domingo, 4 de dezembro de 2011

Pacotes

A simples palavra pacote já me inspira uma certa desconfiança. Tenho idade e pacotes econômicos suficientes para temer a ação predatória do governo. A pregação desta vez é: COMPREM ! (ou a vaca vai pro brejo). A vaca nem está tão preocupada com isto. Coitada. Mas nós, vida de gado, estamos. A primeira dama do fmi esteve na terra brasilis e fez prognósticos duros sobre a crise da Europa. Aquela tal marolinha... Economias globalizadas são voláteis e criam dependências que não podem ser desfeitas da noite para o dia. Por isso a Grécia tem influido para agravar a crise e Portugal ruge como um leão. Nós acreditamos que estamos seguros, mas ainda temos um caminho pela frente, nossos compradores não virão até o balcão com tanta vontade. Então, que rufem os tambores: o mercado interno precisa salvar a pátria (e a vaca)! A nova classe média ( afinal com quantos "paus" (reais) se faz uma classe média?!) precisa consumir. Comprar o que seria vendido lá fora. No Brasil cresce o número de empregos com carteira assinada. Os juros caem. O governo incentiva os empréstimos diretos. Baixa o IPI de alguns produtos. Vai a roda girar, como se diz. Dinheiro é sangue nas veias. Empréstimos e salários fazem a nova classe média ir às compras. Mais compras significam mais dinheiro para as empresas. Mais dinheiro para as empresas representa mais capital investido na produção. Mais produção representa mais empregos. Mais empregos representam mais "meio circulante". E por aí vai. Levamos muitas décadas para aprender. Mas continuo tendo calafrios quando se fala em pacotes. E pensar que o Collor continua por aí, firme e forte... Cruz Credo !

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

I say no to sad things I say no to bad things I say no

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

silêncio

não vejo nada mais pessoal os que andam e atravessam as ruas os que ficam e olham e prestam atenção mas ainda há aqueles que tiram as bicicletas de seu canto de quintal e saem à noite em grupos de dez ou mais pedalando e outros se juntam] ou quando[ sentam-s numa sala meio escura para ouvir ]alguém ler poemas e balançam a cabeça entreolham-se sorriem aquiescentes mas os poemas não fazem sentido tem palavras difíceis e quem se importa com o sentimento do poeta? ele mente! preferem ler jornais e saber que a economia vai mal e para sentirem-se vivos leem os obituários.