Diante deste mundo incrédulo e mudo escondo um sorriso de escárnio por medo de tudo busco o escuro absurdo.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
silêncio
não vejo nada mais pessoal
os que andam e atravessam as ruas
os que ficam e olham e prestam atenção
mas ainda há aqueles que tiram as bicicletas de seu canto de quintal
e saem à noite
em grupos de dez ou mais
pedalando e outros se juntam]
ou quando[ sentam-s numa sala meio escura
para ouvir
]alguém ler poemas
e balançam a cabeça
entreolham-se
sorriem aquiescentes
mas os poemas não fazem sentido
tem palavras difíceis
e quem se importa com o sentimento do poeta?
ele mente!
preferem ler jornais e
saber que a economia vai mal
e para sentirem-se vivos
leem os obituários.
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