O rumo do país, decidido, em parte, no último pleito, mascarou a a idéia de renovação do legislativo com a eleição, quase, em massa de elementos oriundos das antigas oligarquias que se mantem no poder há anos. Agora, o fisiologismo político ganhou ares de "capitanias hereditárias" ou melhor, "urnas hereditárias"; claro que houve melhoras, claro que o país avançou em muitos aspectos, a distribuição de renda se não é perfeita, incluiu centenas de pessoas na esfera do consumo, criando um mercado interno robusto, capaz inclusive de diminuir os atritos causados pelas crises externas.
É, de fato, um ganho da Democracia.
Escolher é melhor do que não escolher. Por isso , caudilhos como Chaves soam tão fora de moda.
Há que se investir pesadamente em EDUCAÇÃO. Isto foi pauta de todos os candidatos, sem exceção. POrem que educação queremos?
O mercado de trabalho, impulsionado por diversos fatores, abre-se para um mundo novo: o Brasil desponta para o mercado de manufaturados e commodities, têm relações comerciais sólidas com países que necessitam de nossos produtos, e posiciona-se, ainda que às vezes timidamente, como líder latino americano... De que mais precisamos para ser, enfim, não apenas um emergente, mas um país de primeira linha?
Eu acredito que a EDUCAÇÃO (em maiúsculas) é a solução unica e inevitável.
Investimentos em tecnologia (escolas bem equipadas atraem alunos), professores motivados e bem remunerados (professor vive de cultura, precisa consumir arte:livros filmes peças de teatro, etc) e uma política educacional inclusiva, mas que não seja atrelada apenas a programas assistenciais, trocar educação por comida é apenas distanciar a população do verdadeiro sentido da EDUCAÇÃO: a libertação do cidadão, a sua completa "abolição" dos grilhôes da pobreza e da ignorância.
Conhecimento é um vício, o unico saudável.
O susto que os governantes tomam com a evasão escolar, demonstra sua total incompreensão do processo educacional.
Jovens, alguns que deixaram de estudar na idade ideal, agora lançam-se no mercado de trabalho, formal ou informal, e a escola vai ficando cada vez mais distante.
Por isso , precisamos reforçar a educação básica, na idade certa, formar o pequeno cidadão, e ampliar o ensino médio - com conteúdo regular e técnico, par e par.
Será que as câmaras, formadas pelo último pleito, terão condição e vontade política de levar adiante essa dura tarefa?
Sem isto, teremos que importar trabalhadores para suprir as necessidades do mercado. Vamos regredir 122 anos no tempo, quando abolimos a escravidão e abrimos o país aos imigrantes.
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