A dog year. Com jeff bridges.
Quando vi o anúncio, pensei: outro marley e eu? Resolvi dar uma espiada e não é que eu gostei!
Eu sempre gosto de filmes sobre anmais e, bem, os americanos sabem fazer filmes do tipo como ninguém.
Tenho aki em casa um gato chamado frederico e uma cadela, poodle toy, chamada ully. Eles ocupam nosso tempo… o tempo todo. Precisamos alimentá-los, dar carinho, brincar… e é só isso que eles nos pedem. Depois, muito antes do que esperamos, precisamos deixá-los. Vamos nos lembrar deles para sempre. Eu tive um cão setter chamado lucky. Tive que dá-lo pois minha casa não comportava mais um cão daquele tamanho.. e ele era grande , bem grande! Ele e meu filho eram dois companheiros inseparáveis. Carrego até hoje o remorso por não ter me esforçado mais, por não ter permitido que ele ficasse conosco, independente do espaço, das dificuldades… Deixei meu lado humano falar mais alto e , por issso, perdi um grande amigo.
Antes, procurei me certificar de que a pessoa que cuidaria do lucky era uma “boa pessoa”. E era. Era um cara que amava os animais como eu. Minha mulher também estava certa disso.
Ele veio buscá-lo e eu não puder vê-lo ir. Não pude.
Me tranquei no quarto e chorei como um bebê. Fiz isso, escondido, durante muito tempo. Me trancava em algum lugar e chorava a saudade do meu amigo.
A coisa podia ter ficado pior, e ficou. Uma tia só me contou meses depois: lucky durou pouco, depois da partida. Ele ficou doente, triste. Eu havia combinado com o novo dono que, caso houvesse algum problema, ele deveria me procurar. Só que a minha tia achava que a volta do cachorro seria um problema: para mim, para minha família, para a minha casa pequena, para o meu casamento… Por isso ela convenceu o homem a não me ligar. Ela visitava lucky vez ou outra. Ficava com ele um pouco, como costumava fazer, cantava para ele, dava-lhe um picolé… Até que um dia, ela foi lá e ele não estava mais esperando.
Ele tinha partido. O meu amigo.
Eu ainda acho que ele se foi por saudade. Uma palavra que ele nem sabia o que siginificava.
Mas, eu , sim.
Não posso trazer lucky de volta. Mas posso lembrá-lo;. E,bem, lá vou eu de novo pro banheiro chorar um pouco.
Se vocês se sentem tão proximos de um cão como eu, dêem uma olhada em A DOG YEAR baseado numa estória do jon katz. Não é um grande filme, mas é digno e honesto. Pro cinema que se pratica hoje em dia, já é algo bom o bastante!
Lindo o texto ! Sempre quis ter um cachorro, mas infelizmente nunca tive... Meu irmão tem e ele tinha um pastor alemão, com certidão e tudo, chamado Nelo. Eu AMAVA aquele cão ! Era um doce e quando morreu de velhice, chorei horrores e até hoje choro quando lembro dele e de nossas bagunças... rs São amigos companheiros, sem dúvida alguma. Bjão e saudades.
ResponderExcluir