Achei que o filme seria uma válvula para canalizar toda a tristeza do mundo… Mas, de novo, fui seduzido por Julia Roberts. E o filme… Bem , o filme não é de todo mal, talvez um pouco longo… além disso, é sempre estranho ver um estrangeiro representar um brasileiro;mas, javier barden dá conta do recado. A trilha apela para a bossa nova (parece que os ianques só conhecem esta versão da música brasileira!) – leia-se: joão gilberto.
As locações são fantásticas e interagem com as personagens. Tudo bem que para um agnóstico com pendor para o ateísmo, o discurso neo-religioso soe forçado demais. Pra mim a tal guru, que não aparece, é picaretagem pura, afinal as personagens encontram o que estavam procurando , sozinhas.
Quanto ao leitor de mãos pitoresco em Bali, tem um sabor naif característico. Ele diz o que sabe (ou não) e você entende como quiser.
Falando desse jeito parece que o filme é uma porcaria; mas não é. Tirando a apelação pseudo religiosa, as atuações são dignas, a comida estupenda (dá vontade de sair do cinema direto para um belo ristorante) e… bem, tem Julia Roberts fotografada como nunca. Linda.
Dessa vez não vou falar do olhar, mas do sorriso. Aquele sorriso!
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